Cerâmicas ganham mais qualidade
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de dezembro de 2001
Da Redação 
Nova técnica de proteção dos pisos cerâmicos está sendo usada pela indústria Nardini Cerâmica que já contabiliza a aceitação do produto. Trata-se do Engobe Impermeável, aplicado como primeira camada de esmalte nas peças cerâmicas, garantindo a qualidade do produto.
Mancha d'água é a expressão usada para descrever o ''escurecimento'' da superfície esmaltada dos revestimentos cerâmicos. Ocorre quando os suportes porosos absorvem água. A água responsável pelo surgimento da mancha d'água pode ter várias procedências: da argamassa; do umedecimento das peças antes do assentamento; exposição dos revestimentos ao ambiente; água proveniente de fontes externas após o assentamento; etc. O Engobe Impermeável evita essas manchas, impedindo a absorção da água, que migra para os lados e evapora.
O engobe cerâmico é uma camada intermediária aplicada entre o biscoito (suporte) e o vidrado cerâmico (esmaltes). Sua principal função é opacificadora, ocultando a coloração do substrato cerâmico o biscoito , preparando esta superfície para aplicação do vidrado e decoração. Outras funções são atribuídas ao engobe: composto intermediário para atenuar as diferenças físico-químicas entre o biscoito e o vidrado, contribuindo positivamente para o acordo massa-vidrado; camada impermeabilizante, evitando os efeitos da penetração de umidade por intermédio do biscoito poroso.
Um engobe de qualidade deve ser opaco, ter a coloração mais branca possível, ser impermeável e compatível com o vidrado e o biscoito. O efeito de opacificação é obtido comumente pelo emprego da zirconita, que por apresentar elevado índice de refração atua como um poderoso opacificante.
Inaugurada em maio deste ano, no Pólo Industrial de Santa Gertrudes/SP, a Nardini Cerâmica mantém uma capacidade instalada de 300 mil m2/mês de revestimentos cerâmicos. Sua produção inicial é de 280 mil m2/mês, em função de uma política de priorizar a qualidade de seus produtos. A empresa estipulou a meta de duplicar a capacidade atual no prazo de dois anos, e atingir a produção de 1 milhão de m2 mensais em cinco anos. Desse total, cerca de 40% destinado ao mercado externo.


