Londrina terá mais um local para o comércio popular no centro da cidade. O endereço do novo empreendimento, chamado de Shopping Negócio da China, fica na esquina da Rua Benjamin Constant com a Avenida São Paulo, em frente ao Terminal Urbano. Atualmente, o prédio abriga uma loja de utilidades domésticas e o Hotel Aliança que será desocupado e reformado para receber 130 lojas, cada uma de 2X2 metros. Até a última sexta-feira, 42 unidades já havia sido comercializadas, em 15 dias de venda. A previsão da Mill Empreendimentos Imobiliários, responsável pelo negócio, é que as obras no local estejam concluídas em julho de 2005.
Segundo o responsável pelas vendas do novo shopping, Cícero dos Santos, a intenção é atrair as pessoas que passam pelo Terminal Urbano para consumirem nas lojas. ''Estamos interessados nas 200 mil pessoas que circulam pelo Terminal todos os dias para disponibilizar um local de comércio popular'', argumenta. Santos avalia que o centro de Londrina ainda não possui um local adequado para o comércio popular demanda que seria suprida agora com o Shopping. Segundo ele, serão investidos R$ 2,2 milhões nesse empreendimento.
Na primeira fase do negócio, serão feitas reforma e adequação do prédio entre pintura e fachada do local, além de colocação de divisórias de compensado e organização dos corredores, banheiros e praça de alimentação. ''Será uma obra rápida, 70% da obra (que é a estrutura do prédio) já está pronta'', avalia Santos. Cada espaço custa R$ 30 mil que pode ser quitado por meio de pagamento à vista, com 10% de desconto, ou em 20 prestações sendo uma entrada de 40% do valor do negócio.
De acordo com o gerente geral da Mill Empreendimentos Imobiliários, José Cardoso, as obras devem começar este mês e serem concluídas em julho deste ano. Atualmente estão sendo comercializadas 130 lojas localizadas do piso térreo. Em uma segunda fase, prevista para 2007, a empresa espera negociar espaços no segundo piso somando um total de 250 lojas no Shopping.
Santos conta que já foram vendidas lojas para comerciantes de vários segmentos. '' Já vendemos lojas para comerciantes de calçados, roupas, produtos eletrônicos. A idéia é que nesse local os comerciantes possam se livrar do alugel comprando um espaço próprio'', argumenta. Ele alerta, entretanto, que metade dos 130 boxes serão vendidas agora, enquanto que a outra parte será comercializada depois que as adaptações estiverem concluídas. Consequentemente, o valor de cada espaço será maior.
Entre os comerciantes que têm lojas próximas ao endereço do novo empreendimento as opiniões sobre o shopping popular divergem. Dono de uma loja de doces, Marcos Ferreira da Silva espera que o movimento de pessoas em frente ao estabelecimento dele aumente com a abertura do shopping. Com mais pessoas circulando ele destaca que as vendas devem crescer também. ''Se o movimento decolar vou contratar mais funcionários e aumentar o estoque'', planeja. Atualmente, Silva tem três funcionários e ainda conta com a ajuda da esposa.
O dono de um bar e lancheria, Joaquim Burgos, outro comerciante próximo ao novo shopping, teme que a criminalidade na região aumente com o empreendimento. ''Acho que Londrina merecia uma coisa melhor.'' Na opinião dele, as lojas deveriam ser maiores e voltadas para atender a um público mais elitizado.

Serviço
O plantão de vendas das lojas do Shopping Negócio da China funciona na Avenida São Paulo, 30, telefones (43) 3344-4082 ou 9998-6483.

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