Centro de exposições concentra variedade em produtos acabados
Comum nos revestimentos de fachadas, o tijolo é também o produto inglês que apresenta a maior variedade em tipos e formas: em uma visita a um centro de exposições de material de construção, a delegação brasileira contou mais de cem tipos diferentes de tijolos à vista. Londres tem aproximadamente 7 milhões de habitantes e a sensação que se tem é que 95% das construções são revestidas com esse tipo de tijolo, contam os engenheiros brasileiros.
Outro ponto interessante é que eles têm prontos inúmeros elementos de fachada em cerâmica bruta - como capiteis, elementos vitorianos com flores etc -no mesmo material de cada tipo de tijolo, ficando muito fácil se compor fachadas mais elaboradas em tijolinhos do que as que conseguimos no Brasil, comparam.
Entre outros aspectos vistos pelos brasileiros no centro de exposições, destaca-se a grande presença de elementos já prontos para construção civil - como, por exemplo, portas e janelas em diversos tipos e padrões. Um dos modelos que chama a atenção é um tipo de janela para ser colocada em sótãos, na parte inclinada do telhado, e que, ao abrir, forma uma sacada. Também os
vasos sanitários, que com saídas laterais ao invés de saídas pelo piso evitam o forro no andar de baixo para esconder o encanamento.
Uma chapa de alumínio muito fina que é, na verdade, uma resistência para ser colocada embaixo do piso e azulejos e mantê-los aquecidos nos dias mais frios foi outra novidade observada na feira pelos os profissionais brasileiros. Fazendo um comparativo entre a engenharia de construção inglesa com a nossa, nossos engenheiros dizem que os construtores ingleses estão em um estágio mais avançado nos seguintes aspectos: maior investimentos em equipamentos, maior preocupação ecológica e com segurança no trabalho e maior disponibilidade de componentes industrializados.
No entanto, em informática, as construtoras brasileiras de vanguarda estão em um estágio mais avançado. Aqui, as empresas de ponta fazem da informática uma aliada muito mais presente no dia-a-dia de uma obra. Seja com computadores interligando o canteiro com o escritório e também controlando o cronograma e o material, ou ainda com o uso de cartões com código de barra no lugar do antiquado equipamento de cartão-ponto, argumenta o engenheiro Fabian. (L.B.)





