Bancoc, Tailândia - Casas populares e unidades do programa Minha Casa, Minha Vida estão sendo construídas com tecnologia que utiliza aço e espuma ''ecológica'' nas paredes. Além do aspecto ambiental, tempo de fabricação e facilidade para produzir em grande escala são apontados como vantagens do sistema.
O modelo, da catarinense Fischer em parceria com a indústria química Purcom, foi apresentado em conferência sobre tecnologias de proteção ao clima no centro de convenções da ONU, em Bancoc, no final de julho.
A espuma de poliuretano, desenvolvida pela Purcom, é usada como recheio de painéis de aço. ''O material é feito sem utilização do gás HCFC (hidroclorofluorcarbono), o que garante padrão de sustentabilidade à produção'', diz Giuseppe Santanchè, diretor comercial da Purcom.
As casas são feitas em quatro dias, segundo Jonathas Beber, engenheiro de produtos da Fischer. Pelo método tradicional, o prazo para entregar unidades de 39 metros quadrados é de cerca de 120 dias, de acordo com o arquiteto Leonardo Pinheiro Nardella, que faz projetos de imóveis populares.
''O material é vantajoso por ser resistente ao fogo, por dar isolamento acústico e proporcionar conforto térmico'', afirma Santanchè. No que diz respeito ao acabamento, é possível ver os encaixes dos painéis.
Atualmente, a empresa oferece quatro modelos de unidades. A menor delas - 39,41 metros quadrados - está enquadrada no programa Minha Casa, Minha Vida. O projeto foi aprovado pela Caixa Econômica Federal no final de 2010. O custo dessa unidade vai de R$ 28 mil a R$ 33 mil.
Sustentável
A espuma ''ecológica'' da Purcom foi validada em 2010 pela ONU. Segundo o analista de programa do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), Anderson Alves, ainda há poucas empresas no País que desenvolvem tecnologias de baixo potencial de aquecimento global com custo acessível.

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