Casas de aço: agilidade e economia
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de dezembro de 2001
Ligia Barroso<br>De Londrina 
Com investimento de R$ 1,5 milhão, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) inova nos negócios e investe na construção do primeiro condomínio residencial em estrutura metálica. Localizado em Vargem Grande, zona oeste do município do Rio de Janeiro (a entradda da rua fica no número 23.500 da estrada dos Bandeirantes, próxima aos estúdios de Renato Aragão), o Condomínio Village dos Oitis é formado por 95 casas as térreas, com 55 metros quadrados de área útil, e as duplex de 95 m2; todas com duas suítes.
A comercialização das unidades começará no início de 2002, quando quatro casas já estiverem montadas e decoradas. As fundações e projetos arquitetônicos ficaram a cargo da J. Lyra e a construção e a montagem em steel frame são de responsabilidade da Montadora e Incorporadora Inversora Graficol. A estrutura metálica foi fornecida pela Kofar, cliente da CSN.
As casas serão entregues com armários de cozinha, gás canalizado, água filtrada nas torneiras, telefones instalados, isolamento acústico nas paredes e térmicos nos telhados. Na área de lazer comum do condomínio, um espaço de recreação incluindo piscina, sauna, churrasqueira, campinho para futebol e vôlei, play ground, salão de festas, vestiários com ducha, lavanderia e instalações com refeitório para os empregados. Custo aproximado das unidades: R$ 65 mil para as menores e R$ 110 mil para as maiores.
Curto prazo e baixo custo nos processos de construção foram, segundo os empreendedores, as principais razões para a utilização da estrutura em aço nas residências para atender ao consumidor da classe média. Além de garantir o melhor controle dos processos em cada fase de produção, a utilização do material metálico permite que itens, como a qualidade e a produtividade, sejam mensurados com clareza.
As principais vantagens, enumeradas pela CSN:
As paredes são montadas em lugar coberto e protegido, sendo verticalizadas ao ar livre. Desta forma, o cronograma da obra não sofre interferência de questões climáticas; a maneira como o material da obra é estocado igual ao de uma fábrica reduz drasticamente as perdas. Não requer a utilização de madeira, não polui o meio ambiente e permite uma melhor remuneração dos trabalhadores na obra, em função da pouca necessidade de envolvidos na montagem.
E mais: para a montagem da construção, são necessários apenas 60 dias para cinco montadores concluírem a estrutura de 14 casas. O preço é outro diferencial. O valor do metro quadrado sai por R$ 250.


