Deixar de pagar aluguel é o sonho de 10 entre 10 brasileiros. E para consquistar esse objetivo muitas pessoas recorrem aos financiamentos ou consórcios de imóveis. Mas qual será a opção mais adequada e vantajosa para realizar o sonho da casa própria? De acordo com o gerente de mercado da Caixa Econômica Federal em Londrina, Carlos Roberto de Souza, antes de concretizar qualquer negócio, o consumidor precisa fazer uma avaliação econômica e estratégica do que realmente se deseja. Além disso, ele afirma que o melhor negócio é o que atende a necessidade do cliente.
Para quem não precisa pagar aluguel ou já tem casa própria e quer comprar um imóvel maior, por exemplo, o ideal é entrar em um grupo de consórcio. As vantagens começam pelas prestações que são isentas de juros. Em contrapartida os clientes têm que esperar a contemplação pelos sorteios mensais e ainda têm a necessidade de pagar a taxa de administração que varia de 13% a 17% sobre o valor das prestações.
Através do financiamento, como explica Souza, o cliente pode contar com o dinheiro assim que a documentação de compra do imóvel é aprovada pelo agente financeiro. A desvantagem, porém, são as taxas de juros que podem variar de 6% a 8,16%, dependendo da renda familiar e do contrato assinado com o banco.
De acordo com Souza, de janeiro a setembro deste ano, na região de Londrina, a Caixa financiou 3.601 imóveis. Foram aplicados no mercado imobiliário com essas transações, cerca de R$ 35 milhões. Em 2002 esse número totalizou R$ 42,5 milhões. Como adiantou o gerente de mercado da Caixa, para agilizar e conseguir realizar os financiamentos, os clientes podem utilizar como parte do pagamento recursos do Banco, dinheiro do Fundo de Garantia (FGTS) ou os recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).
Pelo sistema de consórcio, o banco comercializou, este ano em Londrina, 220 cotas. Onze pessoas já foram contempladas nos sorteios. As transações desses imóveis totalizam cerca de R$ 10 milhões de investimento no mercado imobiliário local.
De acordo com a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio no Paraná (Abac-PR), o volume de negócios do setor têm crescido de modo significativo no País. O acumulado de janeiro a julho de 2003 foi 36,8% maior em comparação ao mesmo período do ano passado. Mais de 55 mil unidades foram comercializadas, contra 40,7 mil do ano passado. Só este ano já foram registrados mais de R$ 2 bilhões em negócio. O Paraná soma 9% desse total.
''O números são positivos, mas ainda muito pequeno em relação ao potencial que existe no País'', comenta o presidente da Abac-PR, Rodolfo Montosa. Sem números precisos sobre o setor imobiliário, ele aponta os números dos negócios envolvendo carros ou motocicletas. No primeiro caso de cada 100 carros comprados pelos brasileiros, 20 são através de consórcio. Em relação às motos esse número sobe para 50 a cada grupo de 100.
Como vantagem para quem vai entrar em um consórcio imobiliário, Montosa cita o fato das pessoas poderem utilizar os recursos do FGTS para dar de lance no negócio. Ou ainda o fato do investimento servir como uma poupança. ''O consórcio pode ser uma saída para quem não sabe como poupar o dinheiro'', acrescenta. Além disso, o dinheiro da carta de crédito do consórcio imobiliário serve tanto para a compra de um imóvel residencial, comercial, rural ou para reformas, ampliações e construções.

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