A casa do futuro pode não ter desenho definido em suas linhas arquitetônicas externas, mas sua infra-estrutura deve incorporar toda a moderna tecnologia, por exemplo com equipamentos e ambientes controlados eletronicamente. Mesmo assim, antes de tudo ela deve considerar a individualidade das pessoas que nela habitarão, para as quais ‘‘deve servir como uma luva’’. A opinião é do argentino Alberto Garcia, 41 anos, formado em Arquitetura em Mar del Plata e há muitos anos radicado em Cascavel.
Segundo Alberto Garcia, por mais moderna que se pretenda a construção (ou seus compartimentos), antes de tudo ela deve ‘‘refletir quem nela vai morar’’. Se forem pessoas ‘‘globalizadas’’, então a casa deve ser ‘‘tecnologizada’’, com todos os recursos possíveis de controles remotos, da porta aos eletrodomésticos e aparelhos de vídeo e som e com outras sofisticações. No interior, isso ainda está distante, e no máximo há aplicação isolada de equipamentos. ‘‘A casa futurista existe hoje principalmente no Japão’’, explica Garcia.
Mesmo assim, há aspectos em que a modernidade pode se estabelecer nos ambientes internos. Na decoração, por exemplo, que, segundo Alberto Garcia, deve ser clean, leve e funcional, e com móveis ‘‘que apareçam o menos possível e sejam os mais práticos’’.
A empresa de Alberto Garcia (‘‘A’Retraga’’), que além de fazer projetos fabrica móveis, participou da Casa Cor 98, em Curitiba, no projeto Copa de Apoio assinado por Yara Zitronenblatt.ReproduçãoLinhas leves marcam o móvel para TV na perspectiva desenhada pelo arquiteto Alberto Garcia: tendência futuristaPaulo Pegoraro

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