A miscigenação de raças e culturas somada a diversidade e abundância da natureza transformou o Brasil em um celeiro de criatividade. A prova está na riqueza (variedade e beleza) do nosso artesanato. Procurado e requisitado pelos estrangeiros, só recentemente ele teve seu potencial como produto de comercialização (em grande escala) reconhecido no País.
O artesanato saiu das prateleiras de exposição, superou a posição de souvenir. O charme continua sendo o fato de ser feito à mão e refletir cultura e história de uma região. Mas hoje, assumiu a função de utilitário, reforçando seu valor decorativo. Esse ‘‘acordar’’ segue uma tendência mundial que voltou os olhos do mercado para os produtos artesanais.
A valorização do artesanato evidencia ainda que o consumidor está satisfeito com a qualidade do ‘‘básico’’, mas está cansado do descartável e da repetição. O consumidor tem sede de ‘‘coisas’’ que cheirem a gente e proximidade; que possam tornar seu mundo ‘‘menor’’ e menos frio.
A organização do sistema de produção e controle de qualidade e distribuição – processo recente no Brasil – permitiu que estes produtos retomassem força. Fez com que eles passassem a representar uma alternativa rica em diversidade e acessível para o mundo da decoração.
Ângela Klein, do Sebrae de Porto Alegre (RS), explica que o setor de artesanato sempre funcionou dentro da economia informal. ‘‘Agora ele tem tudo para se tornar um negócio rentável sem abrir mão do seu perfil, de suas raízes. Só há ganhos’’, defende.
Lembra que o artesanato já se destaca como um segmento importante na geração de emprego e renda. Ressalta também que a viabilização do artesanato tem um reflexo fundamental na qualidade de vida e consequentemente na ‘‘sedimentação’’ do ser humano no lugar onde nasceu.
Dentro desta visão, o Sebrae vem desenvolvendo programas de apoio e fomento do setor artesanal em todos os estados. O objetivo é incentivar os artesãos de diversas regiões do Brasil a se tornarem micro ou pequenas empresas qualificadas, competitivas e independentes.
A percepção do potencial do artesanato já tomou corpo em vários setores do comércio. Uma das primeiras a visualizar este nicho foi a Grafite (SP), empresa que atua no segmento de promoção de feiras profissionais. Em resposta, há cerca de quatro anos, ela desenvolveu feiras regionais, implantando a Gift Fair Housewears regionais.
‘‘Viabilizar o artesanato faz parte do nosso projeto de incentivar a produção dirigida para regiões específicas atendendo a perfis, gostos e padrões diferenciados’’, afirma o empresário que atua na área de feiras profissionais, responsável pela Gift Fair, Tarso Jordão.
A Gift Fair Mercosul, que acontece nos próximos dias 16, 17 e 18 em Porto Alegre, vai reunir 27 cooperativas e grupos de produção de artesanato de todo o país na 1ª Rodada Brasileira do Artesanato. A iniciativa é em parceria com o Sebrae. Ao todo, 150 expositores vão apresentar seus produtos no espaço do Centro de Eventos da PUC (Cepuc)
Mais informações sobre a Gift Fair Mercosul com a Grafite - Divisão de Feiras Profissionais fone: 0**11/820-6900. Informações sobre a 1ª Rodada Brasileira do Artesanato podem ser obtidas no Sebrae de Porto Alegre, fone: 0**51/358-1566 ou junto à Grafite (São Paulo).

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