O setor que só consumia vergalhões para o concreto armado à base de cimento está descobrindo os perfis leves metálicos – o Steel Light Frame. O despertar para os perfilados está nas estatísticas de compras do produto no exterior: 17,1 mil toneladas de perfis estruturais médios e pesados foram importadas entre janeiro e outubro do ano passado, contra 8 mil do mesmo período de 99, segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).
O sistema construtivo que espera revolucionar a engenharia civil brasileira também foi mostrado com destaque no estande que a Kofar (especializada no processamento de produtos siderúrgicos) montou na Feicon para divulgar (em réplica da casa do futuro) a obra de uma residência que está sendo construída no Morumbi, em São Paulo.
Com 750 m2, em dois pavimentos, a casa que deve estar concluída ainda no mês de maio, tem fechamento interno em gesso acartonado (Placo do Brasil) e paredes externas em placas cimentícias produzidas pela Bricka Sistemas Construtivos, empresa de Curitiba. O aço galvanizado para o processamento dos perfis vem da CSN.
Alívio nas fundações devido ao reduzido peso e uniforme distribuição dos esforços através de paredes leves e portantes, instalações elétricas, hidráulicas e de ar condicionado acoplados internamente nas paredes, custos diretos e indiretos menores, devido aos prazos reduzidos (1/3 dos praticados usualmente), e a inexistência de perdas comuns às construções convencionais, são os maiores diferenciais apresentados como vantagens pelo pool de 29 empresas que participa da obra.
‘‘Como o processo em perfis leves é estudado como um todo antes da execução da obra, uma casa de 100 m2, fica pronta entre 45 e 60 dias’’, exemplifica Otávio Damiano Filho, gerente da área de construção da Kofar, a primeira empresa no Brasil a fabricar este tipo de material. De acordo com Damiano Filho, além da rapidez, o sistema ainda apresenta custo de 20% a 30% por metro quadrado inferior ao sistema convencional, dependendo do tipo de acabamento. (L.B.)

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