Publicação anual da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi), que aponta as tendências da construção civil em Curitiba, o Perfil Imobiliário de uma Metrópole, em sua 14ª edição (agosto 2000), é resultado da coleta de dados mensais de pesquisas e informações relacionadas às áreas em construções no município e números sobre a produção do setor que determinam o comportamento do mercado na capital do Estado.
Lançado durante a posse da nova diretoria da Ademi Paraná, o Perfil 2000, segundo o presidente da entidade, Normando Antonio Baú, revela uma situação de alerta para empresários (e consumidores) do setor: ‘‘não está havendo aumento real da produção imobiliária e a demanda vem se mantendo, devido principalmente ao crescimento vegetativo da população e da industrialização do Estado do Paraná. E isso acentua a probabilidade de que, em futuro muito próximo, haja uma certa carência de imóveis (residenciais e comerciais) no município de Curitiba, para atender tanto ao mercado de compra e venda quanto ao de locação.’’
A constatação é óbvia, e está baseada em resumo dos números oficiais obtidos, nestes úlimos dez anos, junto à Prefeitura Municipal através da tabulação das quantidades de obras residenciais e comerciais licenciadas (alvarás emitidos) e concluídas de fato.
A publicação, que tornou-se um dos instrumentos confiáveis para tomada de decisões e estudos do mercado, assim como guia para as construtoras e fornecedores do segmento, detalha e comenta a atual situação através de balanço da década.
No período de 1988 e 1989, ‘‘quando o mercado vivia uma expectativa de crescimento’’, diz Normando Baú, foram emitidos alvarás para um montante de 1,8 milhão de m2 de obras. Dez anos depois (98/99), o volume foi reduzido para 1,2 milhão de m2.
A queda de 30%, segundo o atual presidente da Ademi/PR, foi o reflexo direto de uma série de problemas econômicos ocorridos durante o período – inflação estratosférica, planos econômicos mal-sucedidos e o crédito seletivo para a produção de novas unidades. ‘‘Na emissão de alvarás verifica-se uma intenção de construir, que depende de uma série de fatores, não refletindo a situação real do mercado, ou seja, de obras concluídas’’, argumenta.
A 14ª edição do Perfil de uma Metrópole revela ainda que o período compreendido entre 1995 e 1998, as áreas residenciais concluídas cresceram quase 100%, estimuladas pela facilidade de crédito, pela inflação baixa e pelas boas perspectivas econômicas. De 650 mil m2 construídos em 95, a produção saltou para 1.250.000 m2, em 98. Já no período de 98/99, devido à falta (ou limitação de crédito específico à indústria da construção), a produção retrocedeu cerca de 15%, caindo para 1,05 milhão em metros quadrados de áreas residenciais concluídas.

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