Se os produtores da série Casas procurassem em Brasília, em meio a toda aquela arquitetura premiada e tombada de palácios, igrejas e edifícios públicos, um belo exemplar de residência particular para mostrar, dificilmente encontrariam. Luxo, ostentação, isso não falta em casas como a da Dinda, do ex-presidente Fernando Collor. Mas uma construção magnífica, cujo valor estético faça dela um monumento ou uma amostra da genialidade de seu criador, isso não existe na capital brasileira. Mas sobra na capital mexicana, a primeira a ser mostrada na série que o canal pago People+Arts estréia hoje, às 20h30.
Casas começa sua jornada visitando cinco das mais imponentes residências do México: La Gavia, La Bola, a casa Holtz, o Moinho de Santo Domingo de Tacubaya e a Casa do Índio Fernandes.
Percorrendo o interior de cada residência, o programa mostra a riqueza das estruturas, a beleza da concepção, o requinte das obras de arte utilizadas na decoração. Também apresenta entrevistas com os antigos e novos moradores, seus arquitetos, restauradores e decoradores, que explicam em detalhes o que torna essas construções tão especiais.
Abrindo a série, a monumental casa-fazenda conhecida como La Gavia, uma testemunha da história mexicana desde a época da conquista até os dias de hoje. Segundo o arquiteto encarregado da última restauração, ‘‘La Gavia é a história do México feita de pedra e da mistura de muitas culturas, assim como o próprio país.’’
Um dos proprietários mais famosos de La Gavia foi José Ramon Albarrán, que a comprou praticamente em ruínas, em 1949. Além de reconstruir a casa, ele deu início a um processo de reflorestamento do lugar, plantando 60 mil árvores.
Com Albarrán e seus sete filhos, La Gavia recuperou o antigo esplendor, transformando-se em ponto de encontro de políticos e celebridades. Albarrán morreu em 81 e a fazenda mudou de dono mais uma vez em 94. Mas os atuais proprietários deram continuidade à restauração da casa e ao reflorestamento dos arredores.

mockup