Camex defende aumento da alíquota de importação do aço
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sábado, 20 de junho de 2009
Agência Estado 
Brasília- Apesar das reclamações da indústria consumidora de aço, a secretária da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, defende a decisão do governo de elevar a alíquota de importação do produto. Segundo ela, a decisão é apenas a restauração de uma situação que era permanente. ''A lista de exceção tem caráter temporário'', disse. ''Apenas retornamos à situação anterior'', explicou.
Desde 2005, alguns itens de aço foram incluídos na lista de exceção, instrumento usado pelos países do Mercosul para praticarem uma tarifa diferente da usada pelo bloco. Com a decisão da Camex, o imposto de importação para oito tipos de aço subiu de 0% para alíquotas de 12% e 14%. Lytha disse que o governo também aproveitou a medida para reduzir os itens da lista de exceção.
Há um compromisso no Mercosul para que esta lista encolha anualmente.
Sobre o argumento da indústria consumidora de aço de que os preços no mercado interno estão mais altos do que no exterior, o que não justificaria a proteção ao aço nacional, a secretária contou que técnicos do Ministério da Fazenda avaliaram os preços domésticos, internacionais, além da oferta e da demanda de aço. Ela informou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior irá ouvir as ponderações dos consumidores nacionais.
A indústria de máquinas, o segmento de construção civil e a indústria automotiva consomem a maior parte do aço no País. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) deve se reunir no final do mês com o ministro Miguel Jorge para questionar a medida.
A posição do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) é de que os preços do aço no mercado interno estão mais elevados do que no exterior devido à intensa deterioração do mercado internacional de aço.


