A partir deste mês a classe média vai contar com mais duas modalidades de crédito para financiamento de imóveis. O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Emílio Carazzai, confirmou durante almoço realizado com empresários do setor imobiliário, no dia 22 de fevereiro, o lançamento das opções Poupança Programada – para imóveis novos e usados, com financiamento de até R$ 180 mil – e título de capitalização. Ele disse que ‘‘é preciso dar vazão aos 9,3 milhões de domicílios desocupados em todo do País’’, citando pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Durante a semana, a Caixa apoiou a realização da Feiracon 2002, encerrada ontem no Centro de Exposições e Eventos de Londrina.
A poupança não dispõe de prazo de depósito definido por enquanto, ‘‘mas será maior que um ano’’, afirmou Carazzai. Segundo ele, a CEF está definindo o modelo mais adequado ao padrão brasileiro, lembrando que na França a poupança programada requer depósitos durante cinco anos, e na Alemanha se estende até sete anos.
Quanto ao título de capitalização, Carazzai disse que a Caixa vai colocá-lo em operação facilmente porque já dispõe de pessoa jurídica, no caso, a Federal Cap, empresa associada à Caixa Seguros, para operá-lo.
Tal facilidade não se aplica, porém, à criação do consórcio imobiliário, uma terceira opção de crédito em análise pelo banco. O entrave, segundo o presidente da CEF, refere-se à exigência do Banco Central à criação pela instituição de uma nova empresa para administrar a modalidade de crédito.
Ele afirmou que uma alternativa em discussão é a parceria com a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), mas não há nada definido até o momento. O critério de associação com administradoras de consórcios está igualmente indefinido. Ponderado, Carazzai diz que como existem cerca de 80 consórcios imobiliários no País, ‘‘a parceria com empresas líderes esmagaria as pequenas administradoras’’.

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