A Caixa Econômica Federal (Caixa) dobrou o investimento em habitação previsto para a regional de Londrina em 2006. Em fevereiro, o presidente em exercício da instituição, Jorge Eduardo Levi Matoso, estimou a liberação de R$ 100 milhões para 92 municípios do Norte e Nordeste do Estado. Porém, até novembro, o banco emprestou R$ 186 milhões oriundos do Fundo de Garantia por Tempo de Trabalho (FGTS), Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e cadernetas de poupança. ''Nossa expectativa é alcançar R$ 200 milhões até o final do ano'', disse Roberto Luiz Bachmann, superintendente regional da Caixa.
Deste total, R$ 73 milhões foram destinados à produção de empreendimentos habitacionais, em parceria com a Cohab, Cohapar e o programa Onde Moras. O restante (R$ 113 milhões) foi distribuído para reformas, ampliações, construções e aquisições de imóveis novos e usados. No geral, foram disponibilizadas 8.390 residências para, aproximadamente, 34 mil pessoas.
Famílias com renda máxima de R$ 1,5 mil têm direito a recursos mais baratos, vindos do FGTS, com juro anual de 6% mais TR. Para as demais faixas econômicas, a verba é da própria Caixa, que cobra 8,16% mais TR para clientes com orçamento mensal entre R$ 1,5 mil e R$ 3,9 mil e, 10,16% mais TR, quando a renda varia de R$ 3,9 mil a R$ 4,9 mil. ''A estabilidade da TR e a redução na taxa de juro aumentaram a confiança no cenário econômico e a disposição em obter empréstimos a longo prazo'', explicou Bachmann, ao lembrar que o prazo máximo para quitação desses financiamentos é de 20 anos.
Este é o terceiro ano consecutivo de recorde histórico em financiamento habitacional oferecido pela Caixa. Em 2004, foram emprestados R$ 42 milhões e em 2005, R$ 78 milhões. Para 2007, a instituição disponibilizará R$ 11,2 bilhões, somente em recursos do FGTS, para o País inteiro. As verbas do FAT e da própria Caixa ainda não foram definidas. A região de Londrina, certamente, não receberá menos que os R$ 200 milhões emprestados em 2006.
Clientes de baixa renda, que recebem até cinco salários mínimos mensais, compõem 95% do beneficiados pelo FGTS e retiram cerca de R$ 20 mil. Na classe média, o empréstimo sobe para R$ 36 mil, equivalente a, no máximo, 80% do valor do imóvel.

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