Enquadramento valoriza pequenas peças que ganham destaque em minicristaleiras suspensas. Multiplicidade de uso permite que qualquer objeto seja emoldurado
Coisas pequenas e bonitas, artefatos feitos por você mesma; pratos especiais. Tudo que se gosta muito e deseja-se destacar pode ser emoldurado e pendurado na parede. É a chamada ‘‘caixa alta’’, uma moda que vem conquistando o mercado há cerca de dois anos. Esta forma de emoldurar peças se tornou interessante porque oferece a possibilidade de ‘‘jogar com a profundidade’’ tornando seu uso ilimitado.
Eduardo Scarazzato trabalha há 20 anos na área de molduras e afirma que a ‘‘caixa alta’’ existe há muito tempo. Diz que este sistema foi muito utilizado, mas o acabamento sempre foi feito com molduras clássicas. Um exemplo está nos museus que sempre utilizaram este sistema de enquadramento, considerado ideal para manter as peças mais frágeis protegidas e visíveis ao público.
Scarazzato analisa que a visão contemporânea trouxe de volta o princípio, limpou o produto deixando-o visualmente liso e reto. O descarte da moldura clássica e adoção das cores branco e prata tornou o modelo mais atual. As mudanças permitiram a entrada do produto nas residências e abriram a possibilidade de ter várias peças sem pesar no ambiente.
A já característica multiplicidade de uso – qualquer coisa pode ser colocada dentro da ‘‘caixa alta’’ – transformou estes quadros em expositores de paredes, minicristaleiras suspensas. Scarazzato afirma que aprecia o sistema da ‘‘caixa alta’’, e conta que já emoldurou até talheres e pratos à pedido dos clientes.
‘‘Este sistema destaca e valoriza o objeto ou desenho dentro do quadro, colocando-o em uma posição privilegiada’’, comenta. No entanto, ele lembra que o seu uso é ‘‘moda’’ e a moda é ‘‘efêmera’’. Por isto aconselha a não abusar deste tipo de enquadramento e só optar por ele quando corresponder ao gosto pessoal.
Mesmo gostando muito, aconselha a ter somente algumas peças. ‘‘Todo excesso cansa’’, acrescenta. Desta forma, reforça, elas poderão permanecer como peças de ‘‘época’’, preservando seu valor decorativo.

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