Cai oferta de imóvel mobiliado para alugar
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sábado, 15 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Imóvel totalmente mobiliado para alugar é cada vez mais raro. O interessado nesse tipo de locação, quando muito, vai encontrar algumas unidades semimobiliadas, afirma Roseli Hernandes, gerente do departamento de Locação e Vendas da Lello Intermediadora de Negócios, de São Paulo.
Hubert Gebara, diretor da Hubert Assessoria Imobiliária, entende que esse tipo de locação tem um público específico que precisa ser melhor avaliado pelos proprietários, como universitários que vêm de outra cidade para estudar por um período de quatro anos ou mais, executivos que estão sempre sendo transferidos de um local para outro, pessoas que se separam do cônjuge e, num primeiro momento, preferem não gastar com mobília.
Gebara entende, no entanto, que esse tipo de locação só é conveniente em algumas localidades. Estudantes, por exemplo, preferem morar nas proximidades da faculdade ou em bairros não muito distantes, com acesso fácil ao local dos estudos. Já os executivos, querem ficar perto do local de trabalho, para não ter de enfrentar o trânsito.
Segundo pesquisa da Hubert Assessoria Imobiliária, no mês passado, os imóveis de um dormitório foram os mais procurados para alugar na capital paulista. E uma das razões, na opinião de Gebara, é que esse tipo de imóvel tem a preferência de estudantes. Roseli Hernandes afirma que imóveis, semimobiliados ou não, são alugados rapidamente na região de Higienópolis, local que com grande concentração de faculdades.
Na avaliação de Roseli, o imóvel mobiliado pode ser um grande atrativo, ainda não explorado, mas os proprietários teriam de desembolsar inicialmente um valor elevado e o retorno do capital investido só viria no longo prazo. Segundo Gebara, vale a pena investir nesse tipo de locação porque o preço do aluguel pode ter valorização de 20% a 30%.
Há cerca de um mês, Oswaldo Sierra resolveu mudar do imóvel próprio, localizado na Penha, para um alugado na Mooca. Sierra diz que preferiu uma unidade mobiliada porque os móveis do antigo, quase todos embutidos, não poderiam ser transportados e ele não estava disposto a gastar com nova mobília. O aluguel foi fixado em R$ 1 mil, um pouco superior aos R$ 900 de unidades similares sem mobília. Sierra tem outra razão para entender que fez um bom negócio: a nova moradia facilitou a locomoção dele e da esposa para o local do trabalho. Antes ele demorava quase uma hora e meia no trânsito, agora menos de um minuto. Ela, de duas horas, passou a gastar apenas 15 minutos para chegar ao emprego.


