Cai inadimplência nos condomínios
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de julho de 2007
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A inadimplência nos condomínios de Londrina caiu nos últimos dois anos. O índice, que ultrapassou os 12% no início de 2005, tem ficado em 5%, conforme informações do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis em Londrina (Secovi). ''A renda das pessoas melhorou, além disso os moradores não querem mais dever e ficar com o nome no vermelho'', comentou o delegado regional da entidade, Jorge Coimbra.
Conforme ele, quando a nova lei sobre a cobrança da taxa de condomínio entrou em vigor em 2005 - prevendo multa de 2% e juro de 1% ao mês no caso de não pagamento - a inadimplência aumentou porque muitas pessoas preferiram pagar as dívidas com juros mais altos e deixaram de pagar a conta do condomínio. ''Algumas preferiram pagar a conta do cartão de crédito, por exemplo, que tinha juros bem altos. Mas a situação mudou, agora quem deixa de pagar é porque teve algum problema, como desemprego ou saúde'', pontuou o delegado do Secovi.
Segundo Coimbra, alguns edifícios estão conseguindo reduzir a taxa de condomínio, pois têm como síndicos pessoas bem informadas. Fora isso, o sindicato tem feito um trabalho de conscientização com esses líderes, orientanto e recomendando algumas medidas. ''Nos cursos e palestras que oferecemos, procuramos mostrar que a atividade de síndico é muito importante'', afirmou ele.
Coimbra destacou que o conceito de síndico vem sendo alterado nos últimos anos. ''O síndico não é mais um ''prefeito'', não tem uma atitude ditatorial. Hoje, o síndico trabalha com bom senso e sabe lidar com as diferenças dos moradores'', completou.
Negócios - O delegado regional do Secovi comentou ainda que o setor imobiliário tem vivido um bom momento. ''Vários fatores têm contribuído para a alavancada do setor: a economia está estabilizada, nossas terras voltaram a se valorizar, o setor agrícola está indo bem e isso tem reflexo em vários segmentos'', disse Coimbra.
Outro fator, de acordo com ele, é que o conceito de moradia também está mudando e muitas pessoas têm migrado de residência. ''Há novas maneiras de viver e isso também tem proporcionado um bom desempenho do setor'', comentou.


