Bricolagem é excelente terapia
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sábado, 19 de fevereiro de 2005
Reportagem Local 
Além de dispensar a contratação de mão-de-obra especializada, a bricolagem ou a técnica de cuidar da casa, é uma excelente terapia anti-estresse, afirmam especialistas. Segundo a terapeuta Silvia Turina, para tratar das questões práticas cotidianas usamos o lado esquerdo do cérebro, que é racional. Quando nos propusemos a fazer qualquer tipo de trabalho criativo passamos a estimular o lado direito, que trabalha sensibilidade, cores, relação espacial. ''A alternância dos dois hemisférios cerebrais é perfeita para o equilíbrio emocional. Proporciona o auto-controle, clareza e crescimento'', afirma.
O termo bricolagem, do francês bricolage, é empregado para designar as atividades que você mesmo realiza. O conceito surgiu nos Estados Unidos na década de 50, com a campanha ''Do it yourself - Faça você mesmo'', em função do encarecimento da mão-de-obra especializada. A campanha logo virou lema não só nos Estados Unidos e a frase ''Faça você mesmo'' começou a fazer parte do dia-a-dia das pessoas. Os empresários começaram então a se preocupar cada vez mais em oferecer ao consumidor produtos que ele mesmo pudesse manusear, montar e confeccionar. Os manuais de instrução tornaram-se cada vez mais detalhados e explicativos. Hoje há no mercado uma infinidade de máquinas, ferramentas e materiais que permitem a qualquer pessoa fazer um móvel, cuidar do jardim, pintar e decorar a casa, fazer pequenos consertos e reformas.
Para Allyson Rodrigues, supervisor de marketing da Todimo Construção & Acabamento, na bricolagem é possível fazer de tudo como se estivesse brincando. ''Hoje há tantas ferramentas e facilidades que qualquer um pode montar uma mini-marcenaria em casa'', diz. Segundo ele, o limite hoje é a disposição. ''A vantagem de fazer você mesmo é a possibilidade de planejar o orçamento, comprar o material aos poucos e executar o projeto nos finais de semana'', afirma.
A única recomendação é quanto ao uso de equipamentos de segurança na realização de trabalhos que exigem um pouco mais de proteção. O vendedor João Valentin diz que é preciso proteger os olhos de estilhaços de cerâmica ou vidro e os ouvidos dos barulhos das máquinas. Quando usar produtos químicos fortes e o trabalho causar poeira, ele recomenda o uso de máscaras respiradoras. Valentin alerta também para o uso de luvas e botas de borracha para evitar choques ao realizar reparos elétricos. ''Se a pessoa não tiver conhecimento de eletricidade é melhor recorrer ao trabalho de um profissional'', recomenda.


