Brasília - ''O mundo todo está com os olhos voltados para o Brasil e seu fantástico crescimento econômico''. A afirmação é de Luis Carvalho Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (Apemip) e presidente da Confederação do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa (CIMLOP/Portugal), que proferiu a palestra ''Mercado imobiliário internacional e os interesses no Brasil'', durante o 3º Enbraci - Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis, realizado na última semana em Brasília, pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci).
De fato a afirmação tem razão de ser. Segunda uma pesquisa feita pela Associação de Investidores Estrangeiros em Mercado Imobiliário (Afire, na sigla em inglês), o Brasil está como o país emergente mais promissor de 2011, e no ranking geral ocupa a quarta posição dos países com mais chances de valorização.
Segundo Lima, o Brasil é um país atrativo para mão de obra qualificada. ''É o único país da Lusofonia (países que falam a língua portuguesa) com capacidade para acolher uma Copa do Mundo e uma Olimpíada'', destaca ele, opinando ainda ser favorável de que o próximo diretor do FMI seja um brasileiro.
''O Brasil está no Top Ten da economia mundial, isso se explica devido também à forte expansão da classe média e ao mercado interno de milhões de consumidores. O Banco Mundial coloca algumas vantagens reconhecidas para se investir no Brasil, entre elas a elevada proteção aos investidores e a facilidade na obtenção de crédito '', destacou Lima.
Outros pontos que colocam o país como um destino seguro para investimentos de sucessos são a crescente demanda por moradias e a modernização do sistema de financiamento imobiliário.
Luis Carvalho Lima pontuou o programa governamental Minha Casa Minha Vida, que eleva a demanda e apreciação de propriedades a níveis ainda mais altos, destacando também os investimentos de Portugal em terras tupiniquins. ''De 1996 a 2010, 584 empresas de Portugal se instalaram no Brasil, nos mais diversos estados''.
O Financial Times classificou o Brasil como o país com probabilidades mínimas de insucesso para investimentos. A agência Knight Frank coloca o país como um dos mercados imobiliários mais rentáveis do mundo, destacando a valorização média de 30% observada desde 2007. Sam Zell, o megainvestidor do setor imobiliário que possui bilhões em negócios no Brasil, elegeu o país como destino para aplicações no momento. Os pontos principais colocados por ele são ''as oportunidades de investimentos de grande escala, a autossuficiência em energia, as riquezas naturais, estabilidade política, executivos altamente qualificados e o governo economicamente conservador e socialmente progressista''.
Segundo dados divulgados pelo Banco Central no ano passado, as operações de financiamentos para habitação lideraram a expansão dos empréstimos. Essas operações para o setor imobiliário cresceram 3,9% em dezembro, na comparação com novembro, acumulando uma expansão de 51% em 2010. No fim de dezembro, a carteira de crédito somava R$ 138,746 bilhões.
Hoje, o crédito imobiliário no Brasil é de 2,9% do PIB. Em comparação ao México esse número chega a 9%, no Chile a 17%, nos Estados Unidos, 65%. Ou seja, há ainda muito espaço para o crescimento do crédito.
* A jornalista participou do evento a convite do Cofeci

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