São Paulo O primeiro empreendimento imobiliário do megaempresário norte-americano Donald Trump no Brasil pode ser lançado até agosto. Batizado de ''Villa Trump'', o projeto será focado no público de altíssimo padrão, com investimentos estimados em US$ 25 milhões. A carta de intenções foi assinada este mês com o empresário brasileiro Ricardo Bellino, em Nova York. Ele é dono da agência Illusion 2K, de design gráfico, em parceria com John Casablancas, da agência de modelos Elite. Casablancas apresentou Trump a Bellino, que será o representante do megaempresário no País.
Segundo Bellino, o objetivo é constituir, no Brasil, a Trump Empreendimentos Imobiliários (nome provisório), que se dedicará a projetos de alto padrão e ao desenvolvimento de shopping centers, torres de escritórios, hotéis e condomínios. A intenção é que a empresa também estenda suas atividades a outros países da América Latina. ''Existe uma enorme oportunidade de negócios para os imóveis de alto padrão nessa região'', disse Bellino, de Nova York.
O Villa Trump será construído no interior de São Paulo. Bellino não revelou a cidade, alegando que há processos ainda em andamento. O projeto será um clube exclusivo. Segundo o empresário, a tônica não será vender lotes, mas sim títulos de sociedade do clube, que contará com um campo de golfe e áreas de lazer. ''Não venderemos metros quadrados de terra, mas acesso a um clube sofisticado'', afirmou. Ele observa que essa estratégia já foi adotada por Trump em outros empreendimentos. ''Os mais importantes campos de golfe da América têm a marca Trump'', afirmou.
Serão oferecidos 500 títulos a uma lista de grandes empresários da América Latina e do México. Batizada de ''Trump 500'', a relação será elaborada pelo próprio Trump e atenderá à estratégia de vincular a marca a produtos de luxo no segmento imobiliário brasileiro. Ao adquirir o título, o associado ganhará acesso ao clube e o direito a construir seu imóvel em um lote pré-determinado.
Bellino inicia nos próximos dias um roadshow junto a bancos de investimento e investidores individuais, a fim de mobilizar os US$ 25 milhões necessários para o projeto. O empresário afirmou que ainda não está fechado o porcentual que Trump aportará, pois isso depende de quanto os agentes financeiros estarão dispostos a emprestar.
Ele também afirmou que não está descartada a participação de bancos e outros investidores como sócios da Trump Empreendimentos Imobiliários. ''Nossa meta é firmar o nome Trump como uma marca de alto padrão no País'', justificou.

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