Célia Baroni
A falta de informação leva muitas pessoas a acreditar que planejar a iluminação de uma residência é simples e não demanda especialista. O reflexo da iluminação sobre o clima do ambiente, a comodidade e saúde das pessoas é tão sutil que passa despercebido de quem usa o espaço.
Subliminar, o efeito da utilização da iluminação sobre o ânimo das pessoas não é novidade. Já é amplamente utilizado em empresas e lojas para direcionar o comportamento do cliente. Da sua importância nasceu até uma nova profissão - o light designer - que hoje luta para ser reconhecida e ganhar cátedra de nível superior.
A especialista Neide Gritzback Figueiró, técnica em iluminação, atua na área há dez anos. ‘‘A iluminação adequada influencia a qualidade de vida do ser humano, seja dentro de casa, no escritório ou na rua. Mas não é só isto. Um bom projeto de iluminação tem como resultado também a economia de energia elétrica e melhor aproveitamento dos pontos de luz’’, afirma. O avanço da tecnologia ampliou as possibilidades e a independência dos interruptores permite acender as luzes criando novos ambientes, de acordo com o momento.
Neide Figueiró argumenta que a utilização das técnicas de iluminação em residências ainda é uma novidade no País. Ela explica que a maioria das indústrias de lâmpadas e luminárias coloca produtos no mercado sem se preocupar em orientar o consumidor sobre como utilizá-los. Cita como exemplo as lâmpadas dicróicas. ‘‘Todo mundo comprou, mas sem saber como utilizá-las não conseguiu o efeito desejado’’, comenta. A lâmpada dicróica, explica, é um tipo de lâmpada alógena, oferece uma luz dirigida e é ideal para focalizar objetos.
Um eficiente projeto de iluminação precisa considerar a função e uso dados pela família a cada ambiente. Ela lembra que com a multifuncionalidade das áreas da casa, provocada pela falta de espaço, é comum a utilização de mais de um tipo de iluminação em um mesmo lugar. Conhecer os tipos de lâmpadas, sua capacidade e as aparelhagens adequadas para obter o melhor aproveitamento é indispensável.
Existem vários tipos de lâmpadas. As fluorescentes, as incandescentes e as alógenas são apenas alguns exemplos. Cada tipo está disponível em vários formatos, adaptáveis a aparelhagens específicas. Neide Figueiró explica que as lâmpadas incadescentes oferecem tonalidades de luz mais quentes - tendendo para o amarelo - e são ideiais para ambientes onde a função principal é de repouso.
As lâmpadas fluorescentes têm uma luz com tonalidades de azul, mais intensa, dura e fria. Sua utilização é indicada em ambientes de estudo e de trabalho como cozinhas e área de serviço. A fluorescente tem uma vida útil 80% maior que a incandescente e uma durabilidade maior. Mas Neide Figueiró, alerta que, dependendo do uso do ambiente, a economia não vale a pena, porque pode prejudicar a qualidade de vida. As lâmpadas alógenas, por exemplo, têm o dobro da durabilidade das fluorescentes, mas são indicadas para uso em iluminação dirigida porque é muito forte e ofusca a vista.
Algumas lojas de Londrina oferecem o projeto aos seus clientes. Em São Paulo, onde há disponibilidade destes profissionais o preço do serviço varia de R$ 0,50 a R$ 20,00 por metro quadrado, dependendo da complexidade do projeto. O projeto de iluminação de uma residência costuma variar de R$ 5,00 a R$ 10,00 por metro quadrado.
Serviço
- Neide Figueiró, Avenida Higianópolis, 792, Londrina, fone: (043) 336-1315Planejamento adequado de iluminação deve resultar em economia de energia elétrica e melhor aproveitamento dos pontos de luz
fotos: Mario CesarFoco de luzO lustre é presença indispensável na sala de jantar, mas uma luz geral enfatizando o restante do ambiente é importante para valorizar a decoraçãoO abajur ilumina detalhes do aparadorLuminária vertical: luz dirigida é ideal para ambientes de leituraLustre italiano: plasticidade

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