Bom desempenho anima construtoras
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Da Editoria 
O setor da construção civil de Curitiba registrou o melhor desempenho dos últimos cinco anos. De acordo com dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/PR), foram construídos durante o ano 1,3 milhão de metros quadrados, em torno de 35% a mais do que em 2005. Esses números se aproximam do 1,5 milhão de metros quadrados que o mercado atingiu no ano 2000.
O gerente administrativo e comercial da construtora Plaenge de Curitiba, Luiz Gustavo Salvático, diz que em 2006 a situação do setor imobiliário começou a mudar. Segundo ele, os incentivos fiscais tanto na produção quanto na compra e venda de imóveis contribuíram para essa mudança. Além disso, a baixa nas taxas de juros e a facilitação do acesso ao crédito pelo consumidor final também colaboraram para o avanço do setor.
Outros pontos importantes, diz Salvático, contribuíram para a recuperação do mercado de construção na capital. ''Curitiba historicamente tem um dos preços por metro quadrado mais baratos das capitais do país, no entanto, esse quadro está mudando. Isso está acontecendo devido uma crescente recuperação dos preços praticados no mercado'', afirma.
Para o gerente, essa valorização tem aumentado o interesse das empresas em novos empreendimentos, bem como tem ofertado ao consumidor uma nova opção de investimento muito competitiva em relação às aplicações no mercado financeiro. ''Esse cenário positivo gerou em 2006 um grande aumento da demanda por imóveis novos e usados, o que representou uma injeção de ânimo entre as construtoras'', diz. Salvático afirma que esta procura dos consumidores tem feito aumentar o número de lançamentos e investimentos das empresas do setor.
A recuperação do setor é confirmada pelo presidente do Sinduscon no Paraná, Júlio Araújo Filho. ''2006 foi um ano foi ótimo para a construção civil e 2007 talvez seja ainda melhor. A estabilidade econômica, a produção de imóveis para todas as classes sociais e a oferta de crédito para pessoas físicas e para empresas produzirem são pontos positivos e que deverão trazer um ano favorável para a construção'', afirma.


