Brasília - Depois de câmeras de vigilância e travas ou portões eletrônicos, a busca pela segurança máxima apela agora para a tecnologia de ponta, que lembra cenas de filmes de ficção científica. Nos últimos dois anos, a técnica de identificar as pessoas por meio da leitura de digitais, da face, e até da íris ocular, chamada biometria, tem sido cada vez mais usada no controle de acesso a prédios ou condomínios. O mercado das empresas que produzem e comercializam aparatos biométricos de segurança no País está em franca expansão - algumas projetam crescimento de até 60% em seu faturamento em 2005.
A empresa de informática Neokoros, com sede em Goiânia, teve um crescimento de cerca de 400% desde 2002, quando passou a apostar mais fichas na biometria de reconhecimento de impressões digitais, segundo seu diretor de Tecnologia, Marco César Chaul. De lá, a empresa investiu cerca de R$ 1,5 milhão em pesquisas e desenvolvimento de softwares adaptáveis às necessidades dos clientes.
O sistema mais popular no mercado brasileiro é o reconhecimento de impressão digital. Uma máquina de leitura desse tipo, diz o diretor da Neokoros, custa hoje cerca de R$ 4 mil, mas chegava a R$ 10 mil em 2000. A segurança parece ser máxima: para se ter acesso físico a um prédio com esse dispositivo, deve-se colocar o dedo no leitor. O sistema busca em um banco de dados os padrões, que foram previamente cadastrados, e faz o reconhecimento desta pessoa. Em muitos casos, associa-se essa técnica a uma senha ou matrícula que deve ser também digitada.
Íris - A tecnologia biométrica mais avançada é o reconhecimento pela leitura da íris. No entanto, os custos dos equipamentos de captação dos padrões ainda são considerados muito altos e fora da realidade da renda brasileira. A Politec, localizada em Brasília, é uma das empresas que já se lançaram na comercialização dessa tecnologia e obtém seus maiores retornos com a venda de software para os Estados Unidos e alguns países da Europa.
Um programa da empresa foi desenvolvido especialmente para permissão de acesso ao prédio do FBI, a Polícia Federal americana, que usa a biometria da íris. ''Acreditamos que a partir do ano que vem o Brasil deverá deslanchar nessa tecnologia'', afirma Hélio Oliveira, diretor da Politec.

mockup