Célia Baroni
De Londrina
Falando em objetos de decoração e quinquilharias, não dá para deixar de fora os ‘‘bibelôs’’. No dicionário o bibelô é um pequeno objeto de adorno que se põe sobre a mesa, aparador, etc. ou ainda ‘‘um objeto ordinário de pouco valor’’.
Hoje em dia as coisas não são mais assim. Os bibelôs ganharam formas variadas, coloridos diferentes e até valores consideráveis. A definição mais correta seria a de objetos de pequeno porte que tenham como principal função adornar, enfeitar o ambiente.
Podem ser anjinhos, crianças e miniaturas em porcelana encontrados até nas lojas de R$ 1,99. Mas também são bibelôs as miniaturas lapidadas em cristal ou pedras preciosas que custam mais que uma bela jóia. Independentemente do valor, o gosto por miniaturas se eternizou e mesmo hoje, este hobby ainda encontra um público bem vasto. Uns mais exigentes e outros menos, mas todos presos à magia dos detalhes miniaturizados.
Variedade não falta. Há as miniaturas orientais (chinesas, japonesas, indianas e coreanas). Existem ainda os bibelôs em resina ou em porcelana reproduzindo crianças, casas, animais e situações do cotidiano, cheios de cores e os de vidro colorido ou imitando o cristal.
Encontrar estes objetos é relativamente fácil; o preço é acessível se o colecionador não for exigente. Mas onde colocar a profusão de bibelôs que acabam sendo acumulados?
O arquiteto Sandro Castro diz que a melhor solução não é esconder e sim mostrar. Criar formas de expor os bibelôs com a ajuda de uma cristaleira ou uma mesa é uma ótima alternativa. Mas ele lembra que nada resiste ao excesso de adornos. Abusar destes detalhes, reforça, compromete a leveza do ambiente e a sua harmonia.

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