Eles são nobres, duráveis e embelezam os mais variados ambientes. Mármores e granitos, em suas diversas variações, conferem valor aos imóveis e, pelas suas características, são largamente utilizados em bancadas de áreas molhadas, balcões, revestimentos de paredes e até pisos.

Segundo o arquiteto responsável pelos projetos da A.Yoshii Engenharia, José Carlos Spagnuolo, as pedras consistem nos materiais naturais mais antigos utilizados nas construções e que permanecem até hoje. Ele ressalta que, devido a modernas técnicas de extração, a variedade de opções no mercado é imensa, mas a aplicação exige cuidados.

"Seu uso precisa ser cuidadoso porque apresentam características de dureza, densidade, permeabilidade muito diversas entre os vários tipos extraídos das jazidas", alerta. Os arquitetos são unânimes em indicar o uso do granito em locais como cozinhas; já o mármore pode estar em banheiros ou outros espaços. Larise Demarqui, arquiteta da Artenge, destaca que a indicação tem a ver com a característica de cada material.

"Os dois oferecem diversos tipos de pedra, umas mais porosas, mais moles, que têm maior desgaste. E têm umas mais duras. A pessoa que vai instalar tem de se atentar a isso", orienta. Em cozinhas, exige-se os granitos mais duros, para evitar a absorção excessiva de produtos utilizados para cozinhar. Em banheiros, pode-se usar tanto granito quanto mármore, porém, também vale optar pelos mais duros em caso de uso frequente do espaço.

Além da bancada, Larise acrescenta que os materiais são utilizados em soleiras e pingadeiras de janela, ambos com funções estéticas e técnicas muito relevantes. As soleiras isolam a passagem de um ambiente para o outro – por exemplo, de um banheiro para uma área de circulação, que pode ter piso ou porcelanato, não adequado para áreas molhadas – e as pingadeiras, por sua vez, evitam que a água escorra na parede e infiltre na caixa da esquadria.

A diferença entre mármore e granito pode passar desapercebida para olhos leigos e está relacionada à quantidade de veios da pedra. O granito é mais pintado e o mármore, mais suave. Essas diferenças também refletem no preço. Em geral, mármores têm um custo mais elevado que granitos, porém, também há casos relativos, a depender da raridade da pedra, explica Larise.

"Mármore é mais caro. Quando você pega uma especificação padrão você percebe essa diferença, mas quando parte para granitos importados, de cor mais uniforme, aí ele chega até a ultrapassar o valor do mármore. Temos também o azul bahia, por exemplo, que é nacional, mas um dos mais caros porque temos só uma jazida", exemplifica.

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