A identificação entre o público-alvo e o conceito da obra são fundamentais ao batizar um projeto. É importante que o nome do edifício justifique seu porte. ''Um prédio simples, com apartamentos de um quarto, não combina com o título de Palácio'', exemplificou Osvaldo dos Santos Júnior, arquiteto e sócio-proprietário da construtora Santos Jr. A sonoridade e a pronúncia fácil também devem ser consideradas, segundo o diretor de marketing da A.Yoshii, Leonardo Yoshii.
Normalmente, essa tarefa dura menos de um mês, até porque é imprescindível na confecção da logomarca e peças públicitárias. Para facilitar o trabalho, certas empresas optam pela homenagem a categorias profissionais ou personalidades.
A Plaenge batizou de Vilanova Artigas (arquiteto), Le Corbusier (arquiteto), Paul Cezane (pintor) e Anita Malfatti (artista plástica) alguns edifícios residenciais em Londrina. O proprietário da construtora Quadra, Luiz Carlos Moro Pires, adotou uma técnica própria: sempre que viaja anota os nomes de pessoas e lugares interessantes. ''Não importa que existam mais prédios com o mesmo nome na cidade porque os endereços serão diferentes'', completou.
O local é outra informação que auxilia a lista de sugestões avaliada pela empresa. Em metrópoles, como a capital paulista, a inclusão do bairro ao nome do prédio tornou-se comum pela praticidade na busca de endereços. A idéia inspirou a construtora Vectra que batizou um novo edifício de Santos 1250.
Na opinião de Pires, o nome da construção pode tanto atrair quanto afugentar os clientes. Por isso, deve ser bem pensado. ''Eu, por exemplo, evito nomes estrangeiros e nomes próprios apenas por gosto. Procuro inspiração na região onde será a construção ou algo que destaque a obra'', disse.

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