Barzinho da sala perde o glamour mas mantém a pose
Célia Baroni
De Londrina
O barzinho que foi luxo no começo da decada de 70 e atingiu o ápice do modismo na década de 80 é indicado hoje apenas e tão somente para pessoas que curtem receber ou são apreciadores de bebidas. As pessoas estão mais conscientes de que a casa têm de ser cômoda para quem vive nela, e não estão mais dispostas a abrir mão da comodidade pra viver de aparência, analisa o arquiteto Marcelo Melhado. Sem meias palavras , o arquiteto explica que quem colocou um barzinho em casa levado pelo modismo, seguramente acabou se arrependendo.
Para quem não tem o hábito de receber ou de beber, o barzinho se torna um trambolho dentro da casa, por mais bonito que seja, ressalta. Para piorar a situação, diz, a maioria dos barzinhos que foram moda 20 anos atrás não eram funcionais e tinham um significado mais decorativo. Os copos ficavam pendurados ou expostos, muitos não tinham espaço adequado para colocar as garrafas de vinho (elas precisam ficar deitadas), nem ofereciam um ponto de água. Um lugar especial para uma pequena geladeira ou máquina de fazer gelo, equipamentos indispensáveis para um bar funcional só era encontrado em bares para espaços maiores.
Mesmo tendo perdido o glamour dos anos 80, o barzinho não deixou de existir e muitas pessoas ainda fazem questão de ter um espaço em casa para ele. Mas quem gosta tem de investir, independente do tamanho do ambiente dedicado a função. Melhado esclarece que existem vários tipos de barzinhos baixos; altos onde o assento é garantido por banquetas, hoje com designs cada vez mais confortáveis, os móveis e os fixos.
As cores, os materiais e a forma, diz, devem depender apenas do ambiente desejado pelo cliente. Em comum eles têm de ter apenas a preocupação em garantir conforto para quem vai preparar e servir as bebidas e para os convidados. Isto significa um balcão próprio para o preparo, de preferência de pedra pouco porosa para não ficar manchado, local adequado para cada tipo de bebida e facilidade de acesso aos utensílios necessários ao preparo das bebidas.
A proposta para quem não bebe, mas gosta de receber os amigos que apreciam uma boa bebida, é a utilização de um aparador como bar permanente ou eventual. A bandeja com as garrafas de whisky e outras bebidas que podem e devem ficar em pé podem ficar sobre o aparador, complementando o ambiente. Deve-se deixar um espaço para os copos, gelo e outros complementos que só devem ser trazidos na hora de ser servidos.Moda na década de 80, o barzinho tem de ser funcional para entrar na casa atual. Opção só é válida para quem curte receber amigos ou aprecia bebidas
ReproduçãoTRADICIONAL O bar baixo ocupa um canto inteiro da casa: poltronas dão o conforto exigido por um local que é muito utilizado pela famíliaAparador antigo com marchetaria em bronze serve de apoio para as bebidas: opção simples, mas sempre elegante





