Articulado e componível. Esta é a cara dos móveis do banheiro da casa prática e contemporânea. E os armários fixos? Evite, principalmente quando os modelos são tradicionais e não oferecem a solução para todas as utilidades que fazem parte do dia-a-dia. O ganho está na personalização do banheiro – cada pessoa ou família tem demandas particulares –, na praticidade e facilidade de limpeza.
‘‘Os móveis de banheiro voltaram a ter mobilidade’’, enfatiza a arquiteta e designer de móveis Luzia Favoretto. Esta concepção, diz, é reflexo da realidade social que obriga a uma vida mais objetiva, prática e confortável.
Por conta desta necessidade, os móveis de banheiro também mudaram visualmente, ganhando um ar de ‘‘móvel universal’’. Agora, dependendo das circunstâncias, eles se adaptam perfeitamente a novos espaços e outros ambientes.
Luzia Favoretto esclarece que esta filosofia é válida para todos os móveis da casa. ‘‘É o fim da modulação clássica. O estilo permanece, mas os móveis passaram a ser dimensionados, por dentro e por fora, de acordo com o estilo de vida de cada um. A principal exigência é viver com conforto’’, reforça.
A tendência a uma releitura do cubismo para os móveis do banheiro, é outro reflexo da demanda por praticidade. O formato favorece a composição e o aproveitamento de espaços de modo mais racional.
Mas se não fossem os novos acessórios e ferragens, nada disto seria possível. A arquiteta conta que há cerca de dez anos a dificuldade de acesso às novas tecnologias inviabilizava projetos flexíveis.
‘‘Cheguei a adaptar aramados de cozinha para armários de banheiro e era comum ter de mandar fazer rodízios’’, recorda. Hoje a variedade é praticamente ilimitada e o acesso fácil, deixando o arquiteto e designer livre para criar.
No caso dos móveis para banheiro, Luzia Favoretto destaca a importância de cuidados especiais. ‘‘No banheiro, a preocupação com a funcionalidade dos espaços e com os limites dos usuários (segurança), são indispensáveis’’, frisa. O projeto tem de prever todas as possibilidades para evitar acidentes e contratempos. Reforça informando que a maioria dos acidentes domésticos acontece no banheiro.
Embora os novos materiais encareçam o produto final, a arquiteta garante que vale a pena. Hoje, argumenta, o custo de vida não permite que as pessoas trabalhem com a idéia do móvel descartável. ‘‘Os móveis têm de ser feitos de modo a poder ser transportados de um lado para outro sem dificuldades ou limitações de espaço’’, argumenta. A busca é por móveis de boa qualidade e durabilidade.
O compensado naval está entre os materiais que ganharam mais espaço no banheiro. Recentemente inserido no mercado de materiais para móveis residenciais, ele é ideal para aqueles destinados às áreas ‘‘molhadas’’ (banheiros, cozinha, etc.) A resistência e durabilidade final do móvel que usa o compensado naval justifica o seu custo, cerca de 30% mais caro que os materiais tradicionais.
Atrás de características como a durabilidade, veio também um material plástico que imita o ratan (fibra natural), também indicado para uso em banheiros. Usado em cestas que fazem as vezes de gavetas, ele tem uma preocupação mais estética do que funcional.
Fácil de limpar, esta fibra não sofre com a umidade como as fibras naturais. ‘‘Elas são muito bonitas e tem a seu favor o fato de que podem ser retiradas e colocadas sobre a pia do banheiro, o que facilita a procura de objeto ou utensílio’’, diz.

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