Mario CesarCentro de comprasPelo menos dez bairros próximos são atendidos pelo comércio e serviços estabelecidos na Avenida InglaterraUma avenida, a Inglaterra, é hoje o cerne de uma das áreas que mais cresce e se desenvolve na região sul de Londrina. Começando no final da mais antiga rua londrinense, a Duque de Caxias, ladeada por trecho da via expressa, que cruza a cidade de norte a sul, e pela Rua Bélgica, que margeia boa parte do Córrego dos Tucanos, a Avenida Inglaterra tornou-se, nesta última década, referencial para quase uma dezena de bairros localizados na proximidade.
Jardins como o Igapó, Adriana, Villas Boas, Oscavo Santos, São Vicente e Santos Paulo, têm, na avenida, o suporte comercial e de serviços, necessários ao dia-a-dia. Além disso e em função do escoamento até a Rodovia PR-144, auxilia no desenvolvimento também de bairros como o Monte Belo, Lagoa Dourada, Acapulco, Esperança e Cristo Rei.
Em seus 1.200 metros de extensão estão cerca de 50 edifícios, a maioria de três andares, com padrão médio de construção e metragens que variam de 65 m2 a 90 m2. O grande volume de edificações destes últimos anos é resultado de um menor custo, na equivalência do metro quadrado. Normalmente vendidos ainda em fase de construção e, na maioria das vezes para investidores do mercado imobiliário, os apartamentos têm preços, hoje, que variam de R$ 370,00 a R$ 400,00 reais o metro quadrado, para edifícios sem elevador, e entre R$ 450,00 a R$ 470,00 reais para os prédios com elevador.
Locação mais barata ‘‘Como são bem divididos, têm bom acabamento, a maioria deles tem três dormitórios e uma suíte, estão bem localizados e têm baixo custo de condomínio, tornaram-se principalmente um atrativo para o mercado de locações’’, observa o imobiliarista Antonio Hermenegildo de Matos. Ele argumenta ainda que os valores relativamente baixos para os aluguéis - apartamentos de três quartos com uma suíte, por exemplo, custam em torno de R$ 300,00 reais mensais, com o condomínio na faixa de R$ 70,00 reais - ocorrem em função do tipo de construção (sem elevador, portaria automatizada, garagens térreas cobertas) e do projeto, executado com aproveitamento total do terreno.
Mario CesarGildo Matos, imobiliarista
Na região há 12 anos, e mais conhecido como Gildo, o corretor de imóveis diz que foram as primeiras edificações, realizadas em sua maioria por construtoras conhecidas e conceituadas na cidade (Quadra, Santos Jr, Mavillar e Plano’s) que impulsionaram o crescimento do comércio, já bastante diversificado. ‘‘Este, por sua vez, além de proporcionar o desenvolvimento da região, atendendo as necessidades imediatas de consumo, fez crescer também o interesse do mercado imobiliário para as novas construções residenciais térreas e na comercialização dos terrenos’’.
O imobiliarista exemplifica: ‘‘É possível quantificar o impulso ocorrido na região nestes anos. Uma venda, realizada há pouco tempo, ilustra bem o crescimento pelo interesse em negócios e a valorização dos imóveis próximos a Avenida Inglaterra. Há oito anos, em uma primeira tentativa de venda, um sobrado em alvenaria, com três dormitórios, sala, cozinha, banheiro e dependência, que comercializamos agora por R$ 80 mil reais, não recebeu nenhuma proposta concreta. O pedido, na época, era equivalente a US$ 9 mil dólares, facilitados. Agora a venda foi efetuada praticamente à vista’’.
O fácil acesso (tanto à área central da cidade quanto a demais regiões, através da rodovia ou expressa), transporte coletivo em número significativo, escolas estaduais e particulares, e comércio forte (supermercado, serviço telefônico, agência bancária, farmácias, casas de carnes, sacolão, padarias, video locadoras, postos de combustíveis, papelarias, lojas de calçados e confecções, lanchonetes e restaurantes) são fatores que contribuiram diretamente para a rápida expansão da Avenida Inglaterra.
‘‘Com toda a certeza, hoje, a Inglaterra é uma das raríssimas ruas da cidade que não dispõe de salas comerciais (como ponto de rua) para alugar’’ diz o imobiliarista. ‘‘Se tívessemos hoje, 20 salas disponíveis para locação, teríamos contratos garantidos. Afinal, dentro do pouco que ainda nos falta, precisamos de locais para a instalação de um self-service, agência de correios, mais agências bancárias, bancas de revistas, cinema’’, completa.
Essa necessidade, pode, no entanto, ser suprida quase que de imediato. Primeiro, porque tornou-se característica dos investidores da região, construir sobrados conjugados. Ou seja, apartamentos na parte superior e salas comerciais no térreo. Segundo, porque a atual administração do condomínio do Shopping Quadra Sul, localizado também na Avenida Inglaterra, apresenta nova proposta para a locação de salas em disponibilidade. A idéia é motivar o interesse de profissionais liberais (advogados, assessorias técnicas e prestadores de serviços em geral) e de serviços médicos (dentistas, clínicas médicas) para o atendimento na região.

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