Para imobiliaristas e consultores avaliar uma propriedade seja terreno, casa ou apartamento nem sempre é uma tarefa fácil. Convencer o proprietário do valor real do imóvel é outro problema. A supervalorização na hora de vender ou alugar é bastante comum, de acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis de Londrina (Secovi), José luiz de Assis.
Segundo o imobiliarista, a maioria das pessoas costuma colocar um preço acima do valor de mercado. Ele cita o exemplo de um cliente que ''queria R$ 1,1 mil para alugar um apartamento quando o valor correto seria R$ 700''. ''As pessoas jogam um preço alto, mas no fim acabam entregando por menos'', comentou.
De acordo com o presidente do Secovi alguns critérios básicos são essenciais para encontrar um valor ''técnico razoável'' para um imóvel. A localização é o principal fator, seguido pelo tempo da construção e características como área, tipo de piso, cobertura, instalações elétricas, tubulação, piscina, sauna. Todos os itens vão somando pontos, ou não, para a definição de um valor compatível com o mercado.
O Secovi promove reuniões mensais de um comitê de avaliação. São engenheiros, imobiliaristas, consultores, corretores que discutem e avaliam alguns imóveis oferecidos pelo mercado. ''Se tem um apartamento que o proprietário está pedindo um valor muito alto, a gente discute e tenta chegar a um consenso'', exemplifica Assis. Ele afirma que a decisão do comitê é o respaldo das imobiliárias, na hora de falar ao proprietário o quanto vale realmente o imóvel.
Fazendo uma análise do mercado, o aposentado Rafael Martins, dono de imóveis em Londrina, considera difícil encontrar o preço ideal para as propriedades. ''Mesmo quando o preço é o correto, o imóvel acaba sendo negociado pelo valor mínimo'', lamenta. O aposentado ressaltou que para conquistar inquilinos para seus imóveis oferece certas cortesias, entre elas, a carência de três meses no pagamento do aluguel. ''A gente tenta de tudo, pois do contrário não aluga.''

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