Na opinião de Junior Machado, da Raul Fulgêncio Negócios Imobiliários, o investimento num conjunto comercial deve considerar as necessidades do bairro, o público-alvo e o ponto de venda. O Centro Empresarial Belo Horizonte, por exemplo, será um mini-shopping de alto padrão mais próximo dos clientes. As 14 lojas em construção na esquina das ruas Espírito Santo e Belo Horizonte (área central) representarão grifes famosas com o mesmo lay-out, mercadorias, preços e atendimento. ''A vantagem é a praticidade, economia de tempo e até de combustível'', disse o gerente. Num imóvel como este não faltarão vagas para estacionamento, praça de alimentação e outros serviços úteis a esses consumidores. A intenção é concluir a obra até o final de novembro.
As salas de conjuntos comerciais caracterizam-se por áreas de até 100 metros quadrados, com pé direito duplo (mezanino que pode servir como depósito ou escritório) e fachada de blindex.
Em Londrina, quanto mais próxima ao Calçadão mais caro é o aluguel do imóvel neste modelo. Uma loja de 90 metros quadrados, no próprio Calçadão, custaria ao locatário R$ 6 mil/mês. Numa rua abaixo ou acima, o aluguel da mesma sala cairia para R$ 3 mil/mês. Para os comerciantes desses locais, a compensação de uma clientela financeiramente mista é o movimento de pessoas que trabalham, estudam, compram produtos e serviços encontrados em abundância na região. ''A vitrine é responsável por 90% das vendas'', completa Kátia Françoso. (K.F.)

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