Automação residencial é destaque em São Paulo
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sábado, 02 de agosto de 2003
Das Agências 
São Paulo - O Prédio Inteligente, com sistema de reconhecimento de voz, foi a grande atração do 2º Salão e Fórum de Inovação Tecnológica & Tecnologias Aplicadas nas Cadeias Produtivas- BrasilTec 2003, encerrado ontem em São Paulo.
O prédio com 53 ambientes distribuídos em 3,5 mil metros quadrados integrou inovadoras soluções tecnológicas de informatização e automação predial, comercial e bancária.
Da infra-estrutura de rede interna (servidores) para computadores à programação e ao controle do funcionamento da iluminação, das persianas e dos eletrodomésticos por celular, PC ou palmtop, o desafio da construtora Gafisa ao erguer o Prédio Inteligente foi conciliar os sistemas de construção e de automação residencial num projeto completo construído em tempo recorde (200 horas). ''Para funcionar bem, a tecnologia tem de ser conectável e flexível a um custo baixo de utilização'', afirmou Luis Fernando Bueno, 36, gerente-geral de obras da Gafisa.
A empresa já trabalha no dia-a-dia com essa realidade. Entre seus empreendimentos, pelo menos três estão em fase final de construção: os Pallazzo Alto de Pinheiros e Panamby e o Espaço Alpha, que agrega itens ecologicamente corretos, como o tratamento de esgoto e reaproveitamento da água da chuva.
Os grandes apelos da automação residencial são mesmo as questões de bem-estar (em itens como os acionamentos automáticos de grande parte das funções do Prédio - aspiração central e limpeza e cenários de iluminação- e no entretenimento, com jogos eletrônicos, sonorização e centrais multimídia), economia (técnicas para evitar o desperdício e aumentar a reutilização e o reaproveitamento, reciclagem, protetores de surto, tarifadores de energia, controle de iluminação e muito mais) e segurança (biometria, monitoramento, fechaduras eletrônicas, alarmes e sistemas de prevenção).
A manutenção é apontada como outra vantagem da automação. ''Alterar o que foi automatizado é sempre muito mais fácil e limpo, já que não é preciso furar paredes, remendar e repintar'', atesta a arquiteta Cristina Teixeira, 45, adepta da automação inteligente.


