Automação ao alcance de todos
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sábado, 24 de abril de 2010
Mie Francine Chiba<br> Reportagem Local 
Por um sistema de biometria, quando o proprietário do imóvel entra em seu apartamento, a porta destrava, as luzes acendem, as cortinas abrem, uma música selecionada por ele mesmo começa a tocar e a torneira da banheira é acionada para preparar o banho. Antes dele sair novamente, um único comando no painel touchscreen da porta de sua casa desliga a televisão, apaga as luzes e fecha as cortinas. O sistema ainda pode ser comandado de fora de casa, através de um smartphone.
Essas são apenas algumas das possibilidades que o sistema de automação pode oferecer a uma residência e cada vez mais as construtoras têm aderido a esse conceito. Muitas delas, inclusive, já entregam o edifício com infraestrutura pronta para a instalação do sistema. A tecnologia é encarada como um diferencial de mercado no meio imobiliário e como uma necessidade para um futuro próximo.
Com certeza é uma tendência que vai acontecer. Hoje o sistema ainda é um luxo, mas daqui a pouco vai virar necessidade, opina a gerente regional da Plaenge em Londrina, Célia Catussi. A construtora já conta com três edifícios cujos projetos preveem a infraestrutura para automação. Automação não significa apenas tecnologia, mas também redução de consumo de energia e sustentabilidade, diz. Por meio da tecnologia, a intensidade da iluminação de uma casa pode ser controlada de acordo com as necessidades, contribuindo para a redução do consumo de energia.
A construtora A.Yoshii também já oferece três edifícios com infraestrutura própria para a automação em Londrina. Muita gente ainda não conhece automação. Mas a construtora precisa fornecer a infraestrutura porque existe a possibilidade de mais para frente o nosso cliente conhecer, gostar do sistema e não ter como instalar. Isso é frustrante para ele, diz, por sua vez, Leonardo Schibelsky, coordenador de Obras de Incorporações.
A tecnologia chegou para simplificar o dia a dia. Através de um único controle, seja através de um painel comum ou com touchscreen, por meio de controle remoto ou de um smartphone, é possível integrar vários comandos da casa em um só, eliminando o excesso de controles remotos espalhados pelos cômodos. Mesmo ações que geralmente não são operadas automaticamente em uma casa, como a abertura e fechadura de portas e cortinas, por exemplo, podem ser comandadas por meio da automação.
As características mais conhecidas do sistema são o conforto, o glamour e a praticidade, mas segurança, economia e sustentabilidade também não podem ser esquecidas. Com um sistema de biometria, por exemplo, é possível fazer o reconhecimento de quem chega ao imóvel. Caso o morador esteja entrando em casa forçado por um ladrão, o alarme pode ser acionado caso o sistema de biometria reconheça uma digital diferente.
No entanto, muitas pessoas ainda desconhecem o termo e, por isso, o tema gera muitos preconceitos. A principal é a de que o sistema é caro. No passado, a automação era dirigida à classe A. Atualmene a tecnologia chegou à classe média. Produtos que custavam de R$ 30 mil a 60 mil hoje custam entre R$ 3 mil e R$ 6 mil, expõe o engenheiro eletricista Fábio Delgado, diretor comercial da empresa Domox, em Londrina. Para um cliente que está construindo um apartamento de R$ 300 mil a R$ 500 mil, R$ 3 mil não é muito, completa.
Para as construtoras, então, fornecer condições para que o cliente possa instalar sistemas de automação em seu imóvel tem custo quase inexpressivo: representa apenas o preço das tubulações para a acomodação dos fios. Também é possível a instalação de sistemas em imóveis prontos, mas as possibilidades ficam limitadas. Caso contrário, o proprietário precisará promover uma reforma.
Outra ideia que as pessoas geralmente têm, ele diz, é a de que lidar com automação é complicado. Isso acontece porque a tecnologia é comumente associada à informatização. Pode-se utilizar de artifícios da informática na automação, mas a tecnologia não é isso. Não precisa ser um grande sabedor de sistemas para lidar com automação.


