As três obras que o empresário do ramo de retífica de motores resolveu fazer há quase dois anos em um extenso terreno localizado na Vila Nova lhe renderam, no final, muita dor de cabeça, oito ações trabalhistas e um prejuízo de mais de dez mil reais – pagos na última terça-feira, 5 de fevereiro, durante uma das 29 audiências realizadas naquele dia pela Comissão de Conciliação da Construção Civil de Londrina.
‘‘Primeiro contratei três pedreiros e paguei, por equivalência do metro quadrado construído, para a obra de um sobrado de 200 metros quadrados. Como tudo ficou bem fentinho, bem acabado e conforme o combinado, acertamos a construção de uma outra casa, térrea e com 160 metros quadrados, depois, o fechamento de um barracão pré-moldado. Isso em intervalos, entre uma e outra, e com o pagamento dos serviços, que eram realizados às vezes por outros subempreitados dos pedreiros, feitos apenas para um deles para o repasse aos demais. Como ficou estabelecido desde o começo; só que sem contrato algum, e algumas parcelas até mesmo sem recibo. Tudo na base da confiança.’’
‘‘Confiança porque o serviço estava andando, bem feito e sem causar nenhum tipo de preocupação. Até agora, há pouco mais de um mês, quando já estava tudo terminado. Ou melhor, minha dor de cabeça começando. Entraram todos na Justiça. E a alegação deles, inclusive daquele que recebia o pagamento em nome dos outros, foi que não receberam o devido pelos serviços prestados por um ano e quatro meses de trabalho ininterrupto; que o preço não era justo; que tinham direito a férias, 13º salário, indenização por tempo de serviço, e mais uma infinidade de reivindicações. Conclusão: negociamos, chegamos (eu e cada um dos oito) a um acordo, mas tive que pagar a mais para cada um deles. No total foram mais de R$ 10 mil por um serviço já pago’’.
Os aborrecimentos decorrentes das ações trabalhistas não tiraram o bom humor, mas serviram de lição para Sérgio Faggião: ‘‘O que falta para quem precisa construir assim, como eu, sem poder contratar uma construtora, é mais orientação das leis trabalhistas para o setor da construção civil’’, diz. ‘‘Meu contrato de empreitada saiu caro’’.

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