Rio - As empresas do setor de construção civil realizaram, em 2007, obras e serviços no valor de R$ 128 bilhões, o que representa um aumento real de 10,9% nas construções executadas em relação a 2006. Os dados foram divulgados na última sexta-feira e são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o técnico da pesquisa, Fernando Abritta, o crescimento no valor das obras foi impulsionado pela alta da renda familiar e do emprego, aumento do crédito e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção.
O setor público respondeu por 40,1% do total das construções executadas em 2007, porcentual abaixo do ano anterior, que foi de 42,5%. Naquele ano, de acordo com a pesquisa, 110 mil empresas do segmento empresarial da indústria da construção ocupavam mais de 1,8 milhão de pessoas e tiveram gastos totais com o pessoal ocupado de R$ 30,6 bilhões, dos quais R$ 20,7 bilhões foram em salários, retiradas e outras remunerações, o que significou uma média mensal de 2,3 salários mínimos.
De acordo com Abritta, é provável que os dados da construção do ano de 2008, que serão divulgados no ano que vem pelo instituto, mostrem continuidade no aquecimento do setor. Segundo ele, os dados já informados do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) mostram um aumento de cerca de 50% no número de edificações residenciais ante o ano anterior e de 64% no volume de financiamentos para o setor.
Segundo os técnicos do IBGE, ''a expansão do setor da construção em 2007 foi coerente com o crescimento do PIB brasileiro (5,7%), com o desempenho da atividade da construção no PIB (5%) e com a formação bruta de capital fixo (FBCF, referente aos investimentos), que avançou 13,5%, assinalando o maior acréscimo desde o início da série histórica (1996)'', afirmam, no documento de divulgação da pesquisa.
De acordo com o levantamento, os investimentos brutos da indústria da construção em ativos imobilizados totalizaram aproximadamente R$ 5,1 bilhões em 2007. A aquisição de máquinas e equipamentos (bens de capital) foi o principal investimento e representou 44,2% do total. Em seguida, vieram os gastos com meios de transporte (23,1% do valor investido); as compras de terrenos e edificações (21,3%); e outras aquisições (móveis, microcomputadores e ferramentas), que representaram 11,4% do total.
O principal material de construção adquirido foi o cimento, que representou 27,4% do valor dos produtos pesquisados na atividade, seguido pelo asfalto (20,6%), concreto usinado (20,5%), vergalhões (20,4%) e tijolos (11,1%).

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