Aumenta área construída em Cascavel
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de janeiro de 1999
Paulo Pegoraro 
A área construída de projetos aprovados pela Prefeitura de Cascavel cresceu 15,2% no ano passado, em relação ao anterior, segundo levantamento completado pela Secretaria de Planejamento. Foram aprovados 1.573 projetos para novas edificações residenciais, comerciais, industriais e prestação de serviços, 34 a mais que em 97, e 249 a mais que no ano de 96.
A área construída foi de 296,9 mil metros quadrados contra 257,6 mil em 97. Segundo o secretário de Planejamento, arquiteto Nilson Gomes Vieira, também houve crescimento em relação à área construída, que obteve liberação de certificados de conclusão de obras (o habite-se) - 141,8 mil metros quadrados, enquanto em 97 foram 128,5 mil metros quadrados.
O levantamento indica que, dos 1.573 projetos aprovados no último ano, 1.336 referem-se à edificações residenciais, 129 comerciais, 59 mistas (residencial/comercial), 42 para usos diversos e sete para abrigar indústrias. Especificamente para a finalidade de moradia, foram dez projetos a mais que em 97 e 222 a mais que em 96.
Parte considerável do acréscimo no número de edificações residenciais é resultante da chegada de famílias de agricultores que tiveram terras desapropriadas ao longo do Rio Iguaçu, para a formação do reservatório da hidrelétrica de Salto Caxias, da Copel. As famílias receberam novas terras e recursos da Copel para construir casas, com dimensão entre 92 e 95 metros quadrados.
O maior de todos os reassentamentos feitos pela companhia é o São Francisco de Assis (antiga fazenda Piquiri), que concentra 238 famílias, com igual número de moradias. Os outros são o Centenário, com 47 casas, Nossa Senhora dos Navegantes 22 e Santa Bárbara 98 casas. Mais 300 casas foram construídas em reassentamentos em outros municípios da região.
O crescimento do número de edificações para a finalidade comercial e de serviços confirma a vocação de Cascavel para o fortalecimento destas atividades econômicas. Segundo o secretário de Indústria e Comércio, Dércio Galafassi, elas representam cerca de 53% do peso econômico do município, enquanto a agricultura responde por 26% e a indústria por 21%.


