A evolução do segmento de iluminação em arquitetura nos últimos 15 anos e a consequente ampliação do mercado transformaram a luminotécnica em um tema atual que vem atraindo o interesse de profissionais dos mais diversos segmentos, nem sempre ligados à arquitetura, ao urbanismo e ao paisagismo.
''Existe no mercado a idéia incorreta de que a iluminação da arquitetura pode ser praticada indiscriminadamente por pessoas que não têm nenhuma habilitação ou formação nessas áreas'', diz a arquiteta Esther Stiller, presidente da Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação AsBAI, que reúne arquitetos e engenheiros.
Entre os principais objetivos da AsBAI estão a qualificação do profissional, a integração entre a técnica e a arte da iluminação, a divulgação da importância dos projetos de iluminação no âmbito da arquitetura e a contribuição para a melhoria do conforto e do embelezamento urbano. Outra meta da associação é o aprimoramento técnico, econômico e estético do produto nacional. ''Luminárias, lâmpadas e reatores precisam ter competitividade nos mercados interno e externo e também devem contribuir para a qualidade da arquitetura e da construção civil no Brasil'', afirma a presidente da nova associação.
Para alcançar esses objetivos, a AsBAI propõe o estabelecimento de parâmetros gerais para regulamentar o exercício da profissão, incluindo a definição das responsabilidades do autor do projeto, compromissos com resultados técnicos, econômicos e com a qualidade luminotécnica das especificações, referências de honorários e a criação de padrões para a produção de luminárias, lâmpadas e reatores nacionais, entre outros.
A abertura de mercado ocorrida no início da década de 1990 trouxe ao Brasil o material de alta tecnologia que antes os profissionais só conheciam durante viagens ao exterior. Aliado à necessidade de racionalizar o uso da energia elétrica, o fato estimulou a evolução dos projetos de iluminação da arquitetura, que passaram a ser vistos como importante diferencial para qualquer tipo de ambiente, em especial hotéis, lojas ou edifícios de escritórios.
Apesar do momento propício ao avanço da profissão no Brasil, as universidades ainda não oferecem cursos qualificados na área de iluminação. Os profissionais se formam a partir de estágios, cursos complementares ministrados esporadicamente por colegas mais experientes, ou por fabricantes de lâmpadas; também buscam formação complementar em instituições fora do país. A AsBAI tem como objetivo prioritário contribuir para a qualificação profissional para afastar os ''aventureiros'' do mercado.

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