O aquecimento geotérmico é uma delas. O sistema é resultado de um trabalho de pesquisa da Integer Intelligent & Green empresa de consultoria técnica que desenvolve, junto a entidades e institutos, projetos para aplicação de tecnologias inteligentes na construção civil.
Na missão, solicitada pelo governo britânico, de buscar soluções inovadoras para as construções populares, o aquecimento geotérmico surgiu como a maior fonte de recursos para a economia energética. O engenheiro da Plaenge, Elizeu Gheller, que também visitou a ''casa do futuro'' conta como funciona: ''A pesquisa de solo detectou que, a dois metros de profundidade, a água se mantém a uma temperatura constante de 12 graus. Projetaram então, a inclusão de serpertinas em tubulações específicas que chegam a esta profundidade que canalizam para a superfície, a água a 12 graus; o complemento do aquecimento é realizado por um aquecedor comum (elétrico, a gás ou melhor ainda, solar). Com isso, se a água quente desejada para o banho, por exemplo, é de 20 graus, são necessários aquecer apenas 8 graus. Uma economia e tanto, se analisarmos que a temperatura média anual da água de superfície, na maioria das regiões da Inglaterra, é de cinco graus centígrados. Este sistema, que tem processo de execução simples em engenharia, já está sendo utilizado em diversas unidades populares construções subsidiadas pelo governo, com pagamento de aluguel pelo morador.''
A INTERGER também mostra no protótipo da casa do futuro outras inovações que representam qualidade, rapidez e baixo custo de obra: ''Sistemas que não utilizam água (concreto, massa e etc), é a construção seca; banheiros modulares prontos; sistemas inteligente também para controle de iluminação, ventilação, segurança. Integração do espaço interno com o externo, através de sacadas, jardim e telhado que permitem a entrada de luz natural'', completa Elizeu Gheller. (L.B.)

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