Arte transparente
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de março de 2002
Chiara Papali Reportagem Local 
De jóias belas, raras e preciosas, produzidas por egípcios, fenícios, etruscos e gregos, datadas de 2500 a.C., até quando começou a ser soprado, depois do século 1 a.C. na Síria, o vidro tem muita história para contar.
A indústria, no século 19, quase o relegou a servir apenas de matéria-prima para objetos banais, apesar de muito úteis, como lâmpadas, garrafas, frascos e óculos. Mas a delicadeza, a transparência e a multiplicidade do material sempre fascinaram artistas, que até hoje fazem das peças de vidro verdadeiras obras de arte. Exemplos não faltam, em todo o mundo. As designers Elvira Schuartz, de São Paulo, e Carmem Sílvia Seibert, do Rio Grande do Sul, são dois bons exemplos brasileiros.
A primeira é considerada uma das maiores autoridades sobre o assunto no país. Descobriu e se apaixonou pelo material em 1989, quando abandonou a atividade de design de móveis e decoração. Já expôs seus trabalhos na Galeria de R. Picasso, em Nova York, no Museu de Luxemburgo e na Galeria Eclat du Vevre-Louvre des Antiquaires, em Paris.
Carmem trocou a cerâmica pelo vidro há oito anos. Também um caso de paixão a primeira vista. Com a coleção Chapéus, exposta no ano passado em Porto Alegre (RS), acredita ter chegado à maturidade profissional. Suas obras também já foram expostas em Buenos Aires e Montevideo.


