Arte é extremamente valorizada
No Brasil, o grande modismo dos vitrais aconteceu na década de 70. A procura foi tanta que houve uma descaracterização da arte em decorrência da produção em série. Mas o berço desta arte está na Europa e remonta há 2 mil anos aproximadamente. Ele nasceu como forma de fechar ambientes sem interferir na visão. A função decorativa veio depois.
O apogeu desta arte acontece com a chegada do estilo gótico, na Europa. Um bom exemplo é a Catedral de Notre Dame, em Paris. Naquela época os vitrais eram feitos através da junção e composição de vidros coloridos. A utilização da pintura como técnica de apoio na feitura dos vitrais começa na metade do século XIX, resultado da dificuldade de encontrar vidro colorido.
Hoje, em todo o mundo são poucos os profissionais que se dedicam a produção de vitrais utilizando a técnica original (vidros coloridos e rejunte de chumbo). No Brasil, apenas algumas empresas especializadas na produção seguem à risca esta técnica. Alguns exemplos de obras em igrejas brasileiras são os vitrais da Capela da Pontifícia Universidade Católica do Paraná; Capela do Colégio Bom Jesus, Catedral de Maringá, Nova Catedral do Rio de Janeiro e os da Igreja Matriz de Blumenau.
Extremamente valorizada pelo grau de dificuldade e beleza resultante da composição, a arte do vitral vem sendo recuperada em países como os Estados Unidos, Japão, Alemanha e algumas regiões do Oriente Médio.
Na técnica original os pedaços de vidro colorido são recortados um a um seguindo o molde do desenho aprovado pelo cliente. Depois de cortadas, as placas de vidro são encaixadas em uma estrutura em perfil de chumbo soldada em estanho. Os detalhes podem ser feitos com uma tinta preta especial. Terminada esta etapa, a peça é queimada para que o rejunte fique perfeito.
A utilização de vidros coloridos mais grossos que os tradicionais é uma novidade. O recurso permite substituir o rejunte de chumbo pelo concreto ou resina, o que facilita a realização de obras maiores. A feitura de um vitral usando a técnica original é extremamente lenta e, dependendo do tamanho da obra, pode demorar mais de um mês para ficar pronto. (C.B.)

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