A culpa das velas terem demorado tanto para ocupar um lugar especial na decoração não é só a questão cultural. A química e especialista em velas, Hitamara Furtunato, explica que até poucos anos atrás era difícil encontrar velas decorativas. A oferta era pequena e o preço alto. Importadas ou reproduzidas nos modelos europeus e americanos, dificilmente agradavam ao gosto do brasileiro.
‘‘Nos últimos cinco anos houve uma difusão da arte de fazer velas. A plasticidade da parafina encontrou eco na criatividade brasileira e hoje encontramos velas belíssimas e variadas de ótima qualidade ’’, afirma. O material usado para confeccionar velas é barato e o produto é relativamente fácil de ser trabalhado.
O material para fazer velas também foi incrementado. Hoje há a vela em gel, material com a mesma consistência que a da gelatina perfeito para dar as formas mais inusitadas. ‘‘Aquários, taças de champanhe, canecos de chope. A vela em gel permite fazer tudo o que você imaginar’’, garante. Entre os novos lançamentos estão as velas em pó que também abrem espaço para trabalhos diferentes.
O material mais recente é a parafina modelável. Ela lembra muito as massinhas de modelar e como não é tóxica e não vai ao fogo, pode ser trabalhada por crianças (de oito anos em diante). A maleabilidade deste material permite esculpir as formas nos mínimos detalhes.
Hitamara Furtunato esclarece que os materiais para fazer vela não são caros. O ‘‘preço’’ da peça depende do tamanho, do trabalho para compor o produto e da criatividade do artesão. ‘‘Mesmo hoje há pouca gente trabalhando profissionalmente com velas artesanais’’, diz. Ela acredita, no entanto que, a curto prazo, as velas artesanais vão se tornar cada vez mais baratas e acessíveis. (C.B.)

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