Mais do que outras áreas de atuação, a arquitetura chega ao século XXI com um propósito: Levar a sustentabilidade, literalmente, para a casa das pessoas. Com o propósito de reduzir o impacto ambiental das edificações ao meio-ambiente, a arquitetura sustentável ou bioarquitetura é um movimento que surgiu na década de 70. No entanto, só atualmente ele ganha uma força real, diante das perspectivas assustadoras dos especialistas quanto ao futuro do meio-ambiente. Para o arquiteto Frederico Carstens, sócio-proprietário da Realiza Arquitetura, a sustentabilidade ‘‘é um caminho sem volta’’. Ele conta que todos os projetos de seu escritório priorizam este conceito, atualmente.
  De modo geral, o conceito gira em torno da construção menos impactante possível à natureza. Apesar de parecer contraditório, mesmo uma cidade de tempo instável como Curitiba também pode se aproveitar da iluminação e utilizar o calor natural. ‘‘O macete é a casca’’, diz Frederico Carstens a respeito do assunto. Ele explica que as paredes devem ser espessas a fim de conservar o calor. O posicionamento das janelas de acordo com a orientação solar deve gerar luz suficiente durante o dia, independente do clima da cidade. Por fim, espaços vazados e venezianas devem garantir uma boa ventilação quando o dia estiver quente.

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