Arquiteto mora e trabalha há 17 anos em um loft
Desde 1987 o arquiteto e artista plástico José Gonçalves mora e trabalha em um loft. ''Tenho a sensação de liberdade. O loft proporciona a idéia de espaço amplo, além da versatilidade'', frisa. De lá pra cá o ambiente já sofreu diversas transformações, a maior delas foi passar de 200 para 580 metros quadrados. ''Eu comecei do zero e acabei idealizando com o tempo alguma coisa que meu bolso comportasse'', revelou. ''No começo dava a idéia de ter sido construído em cima de um barracão de café. Hoje está com cara de prédio, fora do país''.
O lugar com quatro ambientes, possui um subsolo que serve de garagem e depósito, seguido do primeiro piso, onde fica o ateliê. No segundo pavimento está a parte da residência e, por último o sotão que comporta o acervo do artista.
Reforçando a idéia de espaço e liberdade, Gonçalves diz que o lugar tem uma grande área envidraçada. Além disso, ele mesclou diversos materiais e deixou alguns à mostra, como tijolos e esquadrias. ''O loft tem clima de construção antiga e lugar despojado'', garante.
O artista plástico sentiu a necessidade de isolar a parte da residência dos demais ambientes. Ele usou portas de correr feitas de madeira e vidro, segundo ele, bem leve. Para aumentar a privacidade, desde do início do projeto, os dois quartos foram construídos, separados com parede de alvenaria. ''Esse tipo de construção permite usar vários estilos e deixar o ambiente com a cara do dono'', diz.
Ele acredita que a alternativa de morar em loft está virando moda. ''Esse modo de viver até combina com alguns. E para os que gostam de um pouco de privacidade o loft dá a liberdade de moldar os ambientes''. Além do seu loft, Gonçalves já desenvolveu mais três projetos. ''As pessoas que visitam o meu loft gostam e eu percebo que elas se questionam e imaginam como seria o lugar se fosse delas'', acrescenta. (E.Z.)





