Áreas com menos de 1,2 mil m2 foram desvalorizadas
Para a gerente regional da Construtora Plaenge, Célia Catussi, as áreas com menos de 1,2 mil metros quadrados no centro de Londrina acabam não tendo mais o valor de anos atrás porque não se pode construir nada muito grande no local. ''Para nosso tipo de empreendimento se o terreno não tiver no mínimo 1,2 mil metros quadrados, nós nem estudamos a proposta'', afirma Célia, que também vê nas casas do centro a função de comércio e de residência.
Segundo Célia, o início do caos urbano normalmente se dá com a perda da configuração espacial da rua, que é invadida visualmente por edifícios de outras ruas. ''Londrina ainda teve uma urbanização calcada em edifícios residenciais e, embora a lei antiga não exigisse um grande recuo, sempre parece ter havido uma preocupação dos construtores. ''Mesmo assim, temos prédios que foram construídos um ao lado do outro em algumas ruas centrais com problemas de iluminação e ventilação'', observa ela.
O gerente de vendas da Imobiliária Santa América, Luiz Moreira, diz que hoje o preço desses terrenos no centro estagnou. Para ele, resta aos imóveis espremidos entre prédios, se transformarem em comerciais. ''Para que o terreno possa abrigar um prédio é preciso ter pelo menos 15 metros de frente, senão não há interesse e hoje nós temos poucos terrenos com essa metragem''.
Outro aspecto salientado por ele é que os terrenos no centro são escassos e as pessoas estão buscando mais os bairros, principalmente a Gleba Palhano de onde se tem uma bela vista do Lago Igapó e é caminho para o shopping. (V.B.)





