Apartamentos compactos ganham mercado
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sábado, 01 de setembro de 2012
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local 
A caracterítica de polo estudantil e o interesse de muitas pessoas em morar sozinhas fortalecem uma nova tendência no mercado imobiliário de Londrina: Investir em apartamentos compactos, de um e dois quartos.
As metragens desse modelo de moradia são variáveis. Entre os imóveis de um quarto a área privativa média é de 45 metros quadrados. Já os de dois quartos variam entre 55 e 70 metros quadrados.
Para Fábio Mansano, coondernador de comunicação da Vectra Construtora, a maioria dos empreendimentos lançados na cidade ainda são os de três quartos, mas a redução no tamanho das famílias abre uma nova gama de negócios. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a taxa de fecundidade caiu de 2,38 filhos por mulher em 2000 para 1,9 em 2010 no Brasil.
Mansano aponta como o principal público interessado nesse negócio investidores do setor e estudantes. ''Para os universitários é uma opção para dividir despesas. Já os investidores enxergam nesse tipo de empreendimento a chance de locação certa'', garante.
A Vectra, segundo o coordenador, entregou recentemente o Ritz Residence que teve todas suas unidades comercializadas antes da entrega. O Edifício Paranaguá Soho, também no centro da cidade, mas com apartamentos de um dormitório passou pelo mesmo processo. ''Atualmente estamos com o Aruak Residencial com opção de dois quartos também muito procurado'', diz.
Gerente Regional da Plaenge, Célia Catussi acrescenta que esses apartamentos seguem a tendência de serem moradias práticas. ''Está se buscando apartamentos desse tipo pela praticidade. São apartamentos mais compactos e geralmente próximos a tudo, como mercado, farmácia'', pondera.
Ela exemplifica a tendência de aceitação da moradia de dois quartos sitando o empreendimento Jardins. De acordo com a gerente, dos 304 apartamentos do residencial, 152 foram de menor metragem, desse total cerca de 80% eram de dois quartos, sendo comercializados rapidamente.
Outra construtora que vivencia a demanda de mercado por apartamentos de dois quartos é a Yticon. O gerente Sandro Sadao Nagata informa que a saída dessas residências tem sido até mais rápida do que a de 3 quartos. ''Hoje esses apartamentos têm volume de venda. Temos dois quartos tanto no Minha Casa, Minha Vida como fora do programa. O interessado muitas vezes tem intenção de comprar um três quartos, mas acaba optando pelo de dois por caber melhor no bolso'', avalia.
Fernanda Pires, diretora de incorporação da Quadra Construtora, destaca ainda a opção das plantas flexíveis, que dá ao comprador a chance de adequar o empreendimento às suas necessidades. ''Um casal que queira começar a vida pode optar por um apartamento com uma suíte e ao ter um filho, alterar a planta para fazer mais um quarto, ficando assim mais tempo no apartamento'', exemplifica.
A percepção que se tem nas construtoras é sentida também nas imobiliárias. Éber Vinícius Cordeiro, gerente de locações da Raul Fulgêncio Negócios Imobiliários, explica que além dos estudantes e de investidores, esses empreendimentos têm sido procurado por casais começando a vida, solteiros bem resolvidos ou mesmo recém-separados, viúvos e aposentados.
Como atrativos desses residenciais, além da localização, Cordeiro elenca as opções de lazer proporcionadas pelo empreendimento e o baixo custo do condomínio como diferenciais.


