O ano começou com o mercado imobiliário apontando para uma forte tendência: o aumento da procura por apartamentos compactos. Os empreendimentos do gênero costumam atiçar o faro dos investidores mais experientes, já que apartamentos de um quarto são, tradicionalmente, produtos indicados para aluguel.
  Mas agora, dadas às facilidades de financiamento (maior oferta de crédito, com juros mais acessíveis e prazos maiores), os apartamentos compactos também atraem pequenos e médios investidores.
  Segundo a imobiliarista Suzana Okagawa, da Imobiliária Imobilon, o aquecimento do mercado voltado para os apartamentos de um quarto trouxe a possibilidade de investimento imobiliário para aquelas pessoas que não têm um grande capital disponível. ‘‘As opções de financiamento e as pequenas parcelas tornaram o mercado imobiliário acessível para muita gente’’, diz.
  A médica Josiane Festti é um exemplo. Ela aproveitou o cenário favorável para investir em um imóvel compacto. Comprou no final do ano passado uma unidade do edifício Prime Piauí, recém-lançado pela Plaenge no centro de Londrina.
  ‘‘É um tipo de apartamento ideal para quem está começando a investir e quer segurança em busca de mais rentabilidade e também maior liquidez. Poderia até investir em ações, mas é um tipo de investimento muito incerto, arriscado. Preferi um bem de raiz, tradicional. Além disso, tem a vantagem de propiciar um retorno bastante interessante para o meu investimento’’, diz ela.
  O seu raciocínio é baseado em informações como, por exemplo, a divulgada mensalmente pelo Boletim Focus do Banco Central, documento que reúne a opinião dos economistas das principais instituições do mercado financeiro e algumas empresas não financeiras. O boletim indica para esse ano um reajuste do aluguel acima de 10%.
  Caso parecido com o da médica é a do piloto de avião Aroldo Tolkmitt Junior. De olho no retorno da valorização mensal do aluguel em torno de 1% do valor aplicado, ele também comprou um apartamento de um quarto no Prime Piauí.
  ‘‘Como faltam apartamentos de um quarto na cidade e por se tratar de um produto diferenciado na região central, estou otimista com o investimento. Além do aluguel, também poderei vender o imóvel no futuro para comprar um maior’’, planeja.
  O também imobiliarista Nilo Alfonso Gonzalez, da Imobiliária Higienópolis, concorda com o fato de que faltam apartamentos de um quarto em Londrina. ‘‘Tanto que
os imóveis do gênero que surgem para alugar ou vender são negociados rapida-mente’’, conta.
  Para ele, investir em apartamentos de um quarto bem localizados é muito interessante para investidores de bolsos de todos os tamanhos. ‘‘Principalmente para quem está começando a investir ou quer diversificar os investimentos’’, analisa o imobiliarista.
  Gerente da Plaenge, o engenheiro Paulo Duarte reconhece o potencial do mercado de apartamentos de um quarto e sugere que o investidor interessado leve em conta não apenas o ganho com o aluguel e seus consequentes reajustes, mas também a valorização do imóvel adquirido.
  ‘‘Por isso o investidor deve escolher empreendimentos de qualidade, bem localizados e com grande capacidade para multiplicar o dinheiro investido’’, conclui Duarte.

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