Antes de escolher, é preciso avaliar
Carolina Avansini
Especial para a Folha
A escolha da iluminação adequada é um ítem de fundamental importância para quem está construindo, reformando ou decorando sua casa. Além de valorizar ambientes, a qualidade da iluminação pode refletir diretamente no orçamento, visto que a opção por lâmpadas eficientes pode reduzir o consumo de energia.
As lâmpadas incandescentes cuja vida útil fica em torno de mil horas são as mais comuns na iluminação de ambientes domésticos. Usadas há mais de um século, elas se tornaram baratas e não necessitam de equipamentos adicionais para funcionarem. Já as lâmpadas fluorescentes compactas apresentam um preço inicial maior, mas o investimento compensa pela economia que elas proporcionam durante sua vida útil, estimada em 10 mil horas.
O engenheiro José Roberto Lopes, gerente da área de vendas da Copel no Norte do Paraná, explica que em 10 mil horas de uso uma lâmpada fluorescente compacta consome 150 kwh, quantia que representa 29,63 reais na fatura de energia. Optando pelo uso da incandescente de 60 watts, seriam necessárias dez lâmpadas que consumiriam 600 kwh para cobrir o mesmo período de tempo. Esse valor representa 118,53 reais na conta de luz.
Ao trocar lâmpadas incandescentes por fluorescentes, o consumidor deve tomar alguns cuidados. Em primeiro lugar, deve utilizar produtos de boa qualidade para que o investimento não se perca rapidamente com a queima da lâmpada. Também deve escolher a potência adequada para evitar ambientes escuros e desagradáveis. Em residências, é indicada a utilização de lâmpadas fluorescentes que proporcionem melhor reprodução de cores, pois as fluorescentes brancas chamadas de luz do dia tornam o ambiente frio e sem cor.
Se a lâmpada fluorescente for acesa e apagada com muita frequência, sua vida útil se reduz. Para que haja maior economia, deve ser utilizada em ambientes de maior uso, como sala, cozinha, coredores e iluminação externa de segurança.





