Alumínio substitui vigas de madeira
Da Redação
Uma das mais modernas tecnologias em escoramento de formas para lajes já está sendo utilizada em Londrina. Trata-se do sistema Alutop-BKS, constituído por vigas de alumínio que servem de apoio para as formas tipo alvéolo. As vigas são montadas umas às outras e sobre os cabeçais das escoras por simples encaixe e consequente travamento.
Desenvolvida pela empresa gaúcha BKS em parceria com a Alcoa, a tecnologia que está sendo utilizada pela Ge-Sul nas obras do edifício Central Park foi apresentada aos engenheiros da construtora londrinense durante a última edição da BatMat (feira internacional da construção realizada anualmente em Paris) e a profissionais da região Norte do Paraná durante a FeiraCon, realizada entre os dias 15 e 19 de março em Londrina, através de estande da BKS e palestra técnica.
Segundo o engenheiro Paulo Braatz, da BKS, a montagem das vigas se desenvolve obedecendo a um planejamento prévio. Assim, o sistema dispensa verificações dimensionais, pois as peças apresentam alta precisão. O resultado são as formas sempre nas posições exatas, como planejadas, com excelentes características de nivelação, garante ele.
O engenheiro Sergio Sorgi, coordenador das obras da regional Londrina da Ge-Sul, inclui esse diferencial entre as principais vantagens do sistema. Ele permite maior precisão e versatilidade na parte estrutural da obra, diminuindo a possibilidade de erros. Os clientes estão cada vez mais exigentes, por isso precisamos buscar sistemas construtivos que acrescentem qualidade ao produto final, afirma.
Outro ponto positivo apontado pelo engenheiro é o dispositivo drop head. Instalado nas vigas metálicas, permite dois tipos de escoramento. Um deles libera a forma depois da pré-cura e laje concretada enquanto o outro nível permanece apoiando a estrutura. Esse procedimento permite transferir as formas para a próxima etapa da obra sem afetar o escoramento da estrutura, explica.
O alumínio é mais leve que a madeira, por isso agiliza o trabalho dos operários no canteiro. A tecnologia permite diminuir em 30% o prazo de entrega da obra. Sorgi ressalta que a utilização de escoras em alumínio também oferece a vantagem do reaproveitamento, constituindo opção ecologicamente correta. A utilização da madeira enquanto produto de suporte tende a desaparecer na construção civil, pois causa o desperdício e não agrega valor à obra.
O sistema desenvolvido pela empresa gaúcha exige um investimento grande, mas segundo os profissionais da área, se paga ao longo do tempo. As tábuas para fazer o escoramento das formas são mais baratas mas precisam ser renovadas a cada obra, enquanto o Alutop-BKS é comprado uma única vez e será utilizado em vários empreendimentos, conclui Sorgi.





