Aluguel deve ter reajuste menor
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sábado, 10 de setembro de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Não é só na hora de comprar arroz e feijão que o consumidor sente os efeitos da deflação dos preços, captada nos últimos meses por vários índices. Discretamente, o valor da prestação de imóveis corrigidos todo mês começa a cair e as contas de energia também já exibem um ligeiro recuo. Na prática, é o efeito dominó da deflação, que joga para baixo as prestações de contratos e as tarifas, que são reajustadas pelos Índices Gerais de Preços (IGPs), apurados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Desde maio, o IGP-M, por exemplo, que é o indexador de cerca de 80% dos contratos de aluguéis e é um dos parâmetros usados para reajustar tarifas de energia elétrica e prestações de imóveis de várias construtoras, acumula deflação de 1,64%. Neste ano, até agosto, esse indicador subiu apenas 0,75%.
Interessado em aumentar o patrimônio familiar, o engenheiro eletrônico Eduardo Ferreira de Oliveira, de 44 anos, casado e pai de 3 filhos, comprou um terreno em março, cujas prestações são indexadas à variação do IGP-M, e se deu bem. Parte do imóvel, no valor de R$ 130 mil, será financiado em 82 prestações de R$ 800. ''Com a deflação dos últimos meses, a mensalidade ficou praticamente estável. Isso é importante, dá condições para fazer um planejamento'', diz o engenheiro.
Já no caso dos aluguéis, a deflação provocou uma situação inusitada. Como o IGP explodiu no ano passado, o dono de imóvel deixou de reajustar contrato para não perder o inquilino. Agora com a deflação, a tendência é voltar a aplicar esse indexador na hora do reajuste.


