Alugam-se apartamentos para estudantes
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domingo, 28 de dezembro de 2014
Paula Barbosa Ocanha<br> Reportagem Local 
Com a proximidade da divulgação dos resultados dos principais vestibulares do Paraná, e também da Universidade Estadual de Londrina (UEL), muitas famílias começam a procurar local para possíveis calouros morarem. Principalmente naquelas famílias em que os filhos atingiram uma boa nota em vestibulares anteriores e estão na iminência de ver seus nomes escritos na lista de aprovados, é preciso começar a pesquisar apartamentos, alojamentos ou casas e quais as possíveis regiões da cidade o calouro poderá se instalar.
O corretor de locações Pedro Henrique Sapia Monteiro, da Sapia e Sapia, lembra que muitos pais e estudantes pedem apartamentos próximo às universidades em um primeiro momento, mas que a cidade não é muito prática para os estudantes nessas regiões. "Sempre lembro às pessoas que o estudante vai passar um período do dia na universidade, mas que depois ele vai precisar ir ao mercado, farmácia, banco, e precisa disso próximo de casa, porque eles geralmente não têm carro no primeiro ano". No entanto, por acharem que será mais fácil estar próximo à instituição no início por não conhecerem a cidade esse conselho acaba sendo ignorado. "Então, fatalmente no segundo ano, o estudante conhece alguém que mora no centro e acaba mudando de casa. Estou há quatro anos aqui e teve inclusive pessoas que lembraram do meu conselho e depois admitiram que eu tinha razão", conta.
Em sua imobiliária, Monteiro informa que os alugueis mais comuns giram em torno de R$ 1 mil e R$ 1,2 mil já com o valor do condomínio, para dois estudantes dividirem um apartamento de dois quartos. "Mas tudo depende das condições da família, obviamente. Já aluguei apartamento mais caro para uma estudante morar. Mas no geral, independentemente do tipo do apartamento, meu conselho é sobre a localização mesmo, para que seja no centro da cidade", reforça.
Já na Imobiliária Mônaco, é mais comum os pais pedirem apartamentos também de um ou dois quartos de no máximo R$ 800 contando aluguel e condomínio. No geral, a cidade tem bastante imóveis nessa faixa de valor e tamanho, segundo Fernanda Fernandes, do setor administrativo da imobiliária. "Por conta da burocracia das imobiliárias, algumas famílias e estudantes preferem procurar direto nos prédios universitários, próximos à UEL. Mas quando eles procuram por aqui, sempre pedem com acesso rápido à universidade", explica.
A delegada do Creci, Aparecida Goreti Ferrari, ressalta que o mais importante para os pais que querem começar a procurar um imóvel para estudantes é prestar atenção nos documentos exigidos pela imobiliária, como os documentos pessoais do fiador. Já as certidões negativas tanto do fiador quanto do imóvel de garantia é necessário esperar mais próximo, já que elas têm validade de 30 dias. "Os pais podem entrar no mapa da cidade e ver onde é mais viável que o filho more. Vendo os possíveis imóveis, pesquisam quais imobiliárias estão alugando e já fazem um levantamento dos documentos necessários". Um alerta especial é em relação ao contrato, segundo Goreti. "É preciso ver as condições do apartamento e se o prédio aceita república, por exemplo. Vendo com antecedência, tudo isso pode ser discutido e avaliado, para na hora da locação o processo ser mais simples", finaliza.


